Polí­tica

Em entrevista exclusiva, o cacique-mór do PT no Tocantins, Donizeti Nogueira, foi taxativo em afirmar que o candidato do PT para as eleições municipais deste ano em Palmas é o próprio prefeito Raul Filho: “mas isso é uma decisão que cabe a ele. Só ele pode decidir se quer ser ou não candidato à reeleição”, afirmou.

Questionado sobre possíveis alianças com outros partidos ou até mesmo com coligações já estabelecidas, Donizeti disse que o PT é “democrático e atua sempre dentro da democracia, aberto a negociações e conversas”.

Trégua?

A presença de Raul Filho, acompanhado de Donizeti na cerimônia de assinatura de convênios entre a Caixa Econômica Federal, o governo do estado e 117 municípios, quando foram liberados mais de 500 milhões de reais para obras de infra-estrutura, saneamento e, principalmente habitação, pode ser considerada como uma sinalização de aproximação entre o PT e o governo do Estado, que até o que se sabe, pretende ou lançar um candidato próprio do PMDB (hipótese que perdeu força depois da pífia demonstração de entusiasmo quanto a candidatura do deputado estadual Eli Borges) ou apoiar um candidato de um dos partidos da coligação “Aliança da Vitória” – no caso Nilmar Ruiz, do DEM.

Durante seu discurso, inclusive, o governador Marcelo Miranda, chegou a chamar Raul Filho de “meu prefeito”, o que, ante o clima anterior, pode ser considerado um literal “afago no ego” do prefeito de Palmas e um sinal de aproximação.

Concluindo, a sexta-feira – que teve ainda uma convenção da Juventude Peemedebista – transformou Palmas num “caldeirão político”, onde vários novos ingredientes foram acrescentados à receita.

Só para complementar, durante a assinatura dos convênios, a senadora Kátia Abreu subiu no palanque, teve seu nome lembrado em alguns discursos, falou muito ao celular e, no primeiro aplauso de finalização, simplesmente desapareceu.

Por outro lado, o senador João Ribeiro, oposicionista em relação a todos os presentes, foi lembrado nos discursos tanto do superintendente da Caixa Econômica Federal quanto no do governador Marcelo Miranda.

Será que as misturas vão mudar de ingredientes na hora de servir o “prato principal”?

 

Colaborou: Luciano Moreira

Por: Luciano Moreira

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