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O trecho de cerca de 100 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul, entre Colinas e Guaraí, no norte do Estado, deve ser entregue no próximo mês de abril. A informação foi repassada nesta quarta-feira, 4, pelo responsável da área comercial e de logística do empreendimento, Célio César Ramos, da empresa Siscon Consultoria, que presta serviços à Valec Engenharia, empresa responsável pelas obras da estrada-de-ferro. Segundo Ramos, estão sendo investidos aproximadamente R$ 300 milhões na construção do trecho, considerando-se que a cada quilômetro são empregados em média R$ 3 milhões.

Para alcançar Guaraí, faltam cerca de 60 quilômetros a serem executados. No trecho, trabalhadores operam máquinas em obras de infra-estrutura, como viadutos e terraplenagem, e na superestrutura, que são os próprios trilhos. Além disso, estão em obras os pátios multimodais de Guaraí e Palmas. Ramos destaca ainda que este ano a obra alcança a capital Palmas e, em 2011, chega a Anápolis, em Goiás. “Estamos com uns 40 quilômetros à frente de Colinas com obras até Anápolis no estado de Goiás, divididos em várias empreiteiras”.

O diretor da Valec não precisou o número de pessoas empregadas no momento, mas destacou que, com o final do período chuvoso mais de 17 mil pessoas estarão empregadas diretamente e uma média de 40 mil indiretamente, somado todo o trecho até Anápolis.

Recursos

O Tocantins tem sido um grande beneficiado com recursos do PAC, o que demonstra a conquista de uma conceituação positiva do governo estadual junto ao federal. Prova disso, é que pela ocasião da inauguração do trecho entre Araguaína e Colinas, em dezembro do ano passado, a coordenadora do PAC, ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, fez considerações a respeito. "Quero cumprimentar o Tocantins pelos investimentos recebidos do governo federal", afirmou a ministra naquela ocasião.

“Esse estado está tendo uma quantidade de obras que muitos governantes não conseguiram ver e o Marcelo Miranda está vendo e construindo”, disse o presidente, no dia da inauguração de outra obra importante para o Tocantins, a Hidrelétrica de São Salvador. Lula garantiu que não faltarão recursos para a continuidade da obras.

Estão previstos para este ano cerca de R$ 3 bilhões, a serem empregados na execução da ferrovia e dos modais. Os recursos são oriundos da subconcessão feita à Vale (R$ 1,3 bilhão) e o restante do governo federal, através do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento. Célio Ramos esclarece que este montante não será empregado somente na Ferrovia Norte-Sul, mas ainda em duas outras obras de ferrovias de interligação, sendo a Leste-Oeste (Ilhéus-BA até Figueirópolis-TO) e outra Oeste-Leste (Rio Verde-GO e Estrela D´Oeste em São Paulo-SP).

“A ferrovia vai mudar o eixo do desenvolvimento no Brasil, que cresceu desordenadamente nos últimos anos. Essa nova ferrovia, que é uma espinha dorsal, com um custo mais competitivo e menos impacto ambiental, é estratégica para o agronegócio brasileiro”. Para o Tocantins, ele avalia que os benefícios já existem com a abertura de empregos e atração de novos negócios.

Operação da FNS

Até o momento foram executados aproximadamente 490 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul, trecho entre Açailândia, no Maranhão, e Colinas, no Tocantins. Este último foi entregue em dezembro de 2008. A Vale, que tem a subconcessão do trecho de Açailândia até Palmas por 30 anos, já opera no trecho executado no transporte de grãos como soja, óleo e farelo, representando uma média de 1,6 milhão de toneladas transportadas.

Fonte: Secom