Polí­tica

Foto: koró Rocha

Após ser absolvido pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-TO) das acusações impetradas pelo Ministério Público Estadual (MPE), por suposto uso irregular de máquinas da prefeitura de Arraias em sua chácara, o deputado Cacildo Vasconcelos (PP) subiu à tribuna, na manhã desta terça-feira, dia 17, para criticar a atuação da imprensa e do promotor Nilomar dos Santos Faria no caso. O deputado alegou que foi surpreendido por um promotor que “tem problemas pessoais” com a família dele e que a imprensa só mostrou a versão do MPE na questão.

Na mesma ação, também foram inocentados a ex-prefeita de Arraias, Marizeth Vasconcelos (PSDB) e Débora Vasconcelos, esposa e filha de Cacildo, e o empresário Wilson Marçal. Em sua defesa, o parlamentar mencionou o artigo 123 da lei orgânica de Arraias que autoriza a prefeitura a ceder a particulares, em caráter transitório, máquinas e operadores desde que não haja prejuízo para os serviços municipais e que o beneficiado se responsabilize pelos bens.

Ao citar uma série de matérias recolhidas da cobertura da mídia sobre o caso, Cacildo comentou que, “na ânsia de publicar a notícia, a imprensa cometeu erros e exageros e só mostrou um lado da história”. O parlamentar afirmou ainda que pretende “continuar a ter respeito pela imprensa do Estado”, porém, pediu que os jornalistas “mantenham a sensatez, já que um dos maiores bens que o ser humano possui é sua dignidade”, concluiu.

Após o discurso de Cacildo, parlamentares de vários blocos manifestaram solidariedade ao colega. Dentre eles, Stálin Bucar (PSDB), César Halum (DEM), Raimundo Moreira (PSDB), Marcelo Lelis (PV), Josi Nunes (PMDB) e Iderval Silva (PMDB).

Único a defender a atuação do promotor, o deputado Paulo Roberto (DEM) afirmou que o Ministério Público “apenas exerceu sua função dentro da lei”. Paulo Roberto recusou-se a comentar sobre o mérito da absolvição de Cacildo e ressalvou que o promotor “é um homem sério que já prestou muitos serviços para a região”.

Fonte: Dicom/ A.L