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Foto: Divulgação
  • James Thomas Jr - Foto Suzana Barros

O mais novo milionário norte-americano, James Thomas Jr., ou “JT”, como é conhecido, quer voltar ao Jalapão com sua família. Ele venceu a 18ª temporada do reality show 'Survivor: Tocantins - The brazilian highlands', gravada no final do ano passado no Estado, e ficou impressionado com a beleza da região. “É o rio mais bonito que já vi na minha vida, as montanhas e as cachoeiras também são lindas, acho que todo mundo devia ir conhecer o Jalapão”, disse ele durante a cerimônia de revelação do grande sobrevivente do programa, transmitida, ao vivo, para mais de 100 países, neste domingo, 17, às 19h, no Teatro Ed Sullivan, na Broadway, em Nova Iorque (EUA).

Cerca de 200 pessoas, entre produtores culturais, familiares dos participantes e autoridades participaram do evento. A subsecretária estadual da Comunicação, Suzana Barros, que está em Nova Iorque representando o governo do Estado no evento, esteve no show a convite da produção do programa. Segundo ela, foi uma noite memorável, já que sela o resultado do apoio do governo dado ao maior empreendimento na área cinematográfica já realizado no Tocantins. ”É uma noite especial porque o Tocantins dividiu as atenções com a grande estrela, “JT”, e essa divulgação é importante para o fortalecimento da imagem positiva do Estado fora do Brasil”, destacou.

O cônsul geral do Brasil em Nova Iorque, Osmar Chohfi, também prestigiou o evento, acompanhado do vice-cônsul Roberto Ivens; da chefe do Setor Cultural, Érika Watanabe Patriota; e do assessor cultural da Embaixada Brasileira, Roberto Caruso. Para Chohfi, a visibilidade que o Tocantins ganhou nos Estados Unidos poderá auxiliar na atração de novos investimentos para o Estado.

Para o arquiteto brasileiro Rogério Duarte, 42 anos, que há 12 mora em Orlando (Flórida), o Jalapão deixou boas impressões aos norte-americanos.

No intervalo do show, o apresentador do programa, Jeff Prost, fez questão de apresentar ao público as autoridades brasileiras e tocantinenses presentes no evento.

Prêmio

JT quer ajudar a família com o prêmio de 1 milhão de dólares que ele ganhou no programa. Segundo ele, seus 11 sobrinhos estão com a escola garantida, até a faculdade. “O restante eu vou investir”, adiantou o campeão. Segundo ele, fazer parte do Survivor é muito mais difícil do que parece. “Realmente sou uma pessoa acostumada a viver ao ar livre, mas não estava preparado para o Jalapão. Os rios são lindos, mas os peixes são difíceis de pegar”, comenta.

Dinâmica do show

Durante o evento de premiação, a plateia assistiu ao penúltimo episódio do Survivor-Tocantins em vários televisores instalados ao longo do Teatro Ed Sullivan. Na semifinal estavam Stephen FIshbach, consultor financeiro de Nova York, de 29 anos, que disputou a final com JT e perdeu por três votos; a ex-popstar Tâmara Johnson-George, a “Taj”, do grupo SWV, de 37 anos, eliminada no 37º dia do programa; e a cabeleireira Erinn Lodbell, de 26 anos, que ficou até a semifinal mas foi escolhida por JT para deixar o acampamento. Ao final do penúltimo episódio, no qual os participantes derrotados votaram em segredo no vencedor, o palco se transformou no Conselho Tribal, com os mesmos elementos do original, instalado no Jalapão durante as gravações. Por volta das 21h40, o apresentador Jeff Prost abriu a urna dos votos e revelou como campeão o cowboy JT. Jeff anunciou ainda que a próxima edição do Survivor será em Samoa (Polinésia).

Survivor no Brasil

É a segunda vez que o Brasil serve de cenário para o reality show. A sexta edição foi filmada no Amazonas, em 2002, e exibida em 2003. Com o nome 'Survivor: Tocantins - The brazilian highlands', a 18ª edição foi gravada no Jalapão durante, aproximadamente, três meses. Na edição tocantinense, foram 16 participantes que ficaram isolados no Jalapão. Eles participaram de provas e lutaram pela sobrevivência. A série também ganhou uma versão brasileira - No Limite, produzida pela TV Globo.

Pessoas de 21 países estavam envolvidas na produção no Tocantins, cerca de 400 trabalhadores, sendo 188 brasileiros, incluindo profissionais de Palmas, Ponte Alta, São Félix, Mateiros e de outros estados do Brasil. Ao todo foram investidos pela produção do programa mais de 4 milhões de dólares.

Na edição tocantinense, foram formadas duas equipes: Timbira e Jalapão. Pouco a pouco, cada equipe ia sendo desfeita e no programa de número 10 elas tornavam-se uma só equipe: Forza, segundo os participantes, seria a palavra força em português.

Fonte: Secom