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Foto: Lia Mara

Em solenidade bastante concorrida foi aberto, na noite desta segunda-feira, 22, o Seminário Internacional Crise Civilizacional: Distintos Olhares, que acontece até esta quarta-feira, 24, no Cuica, na Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas. A presença do filósofo e sociólogo francês Edgar Morin, entre outros nomes que irão ministrar palestras no evento, despertou o interesse de acadêmicos, professores, autoridades e intelectuais, entre outras pessoas, que nesse primeiro dia deram o tom da importância do evento para o Estado e a sociedade em geral.

A mesa de abertura do seminário foi formada pelo governador do Tocantins, Marcelo Miranda, e sua esposa, a primeira-dama Dulce Miranda; o reitor da UFT, Alan Barbiero; a reitora da Unitins, Jucylene Borba; o diretor do Centro de Desenvolvimento sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB), Elimar Nascimento; além do diretor Científico do Instituto Internacional de Pesquisa sobre Política Civilizacional (IIRPC), Alfredo Pena-Vega; e o secretário estadual de Cidadania e Justiça, Télio Leão Ayres.

Após a execução do Hino Nacional Brasileiro foi dado início aos discursos de abertura do evento. Ao fazerem uso da palavra, todos foram unânimes em ressaltar a importância da realização do seminário no Tocantins.

Alan Barbiero, fiel ao tema “Distintos Olhares”, fez referência a um dos símbolos de Palmas: a Serra do Carmo, enfatizando as diferentes visões que o ser humano pode ter desse bem natural tocantinense. O reitor destacou que a Serra do Carmo pode ser vista como algo belo, um meio de sobrevivência, um bem a ser preservado e, ainda, uma fonte de inspiração. “O mundo pode ser percebido de diferentes olhares”, justificou. Barbiero também foi enfático ao afirmar que quer o Tocantins como referência nessa discussão, fazendo alusão às crises civilizacionais porque passa a sociedade mundial na atualidade.

O governador Marcelo Miranda ressaltou o fato de o Tocantins já ter contornos bem definidos a respeito das questões da sustentabilidade e que, por isso, o Estado foi credenciado a sediar o evento. “Quero que o mundo enxergue o Tocantins como parte da solução e não como parte do problema”, afirmou.

Já Alfredo Pena-Vega falou da importância de democratizar o debate mundial em torno da sustentabilidade. “É uma experiência nova, trazer temas para outras nações compartilharem e pensarem juntas sobre quais são os grandes desafios do amanhã”, observou.

Por falar em desafios, o diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB, Elimar Nascimento, convocou todos a refletirem sobre a atuação do homem no planeta. “Durante séculos conseguimos degradar o planeta; fomos competentes para destruir. O desafio agora é ver se somos competentes para construir”, disse, acrescentando que o seminário contribuirá para uma nova forma de convivência do homem com a natureza, uma forma harmoniosa. “E o Tocantins vai representar esse avanço”, afirmou.

A reitora da Unitins, Jucylene Borba, salientou a importância de se buscar alternativas e propostas para um mundo melhor. “Esse é o objetivo do seminário”, frisou. Ela também fez menção às diversas formas de transmissão do seminário, ressaltando que é uma maneira de inclusão de toda sociedade na discussão de temas importantes para a vida humana.

Por sua vez, o secretário de Cidadania e Justiça, Télio Ayres, chamou a atenção para o fato de o Estado sediar o evento. Ele destacou que o Tocantins inicia um novo tempo, observando que os resultados que serão abordados no seminário farão o homem trilhar um caminho para um mundo melhor.

Edgar Morin

O momento mais esperado do primeiro dia do evento foi a palestra de Edgar Morin, que para falar de crise civilizacional, tema do seminário, usou como parâmetro a globalização, seus benefícios e malefícios. “A globalização é a pior e a maior das coisas ao mesmo tempo”, disse ao destacar que a globalização trouxe uma interdependência de todas as partes do planeta e de todos os seres humanos, mas por outro lado criou disparidades que quebra a segurança dos países. Para ele, este ideal de modernidade está em crise e é uma ilusão acreditar que esta forma de vida é a última palavra da civilização. “Temos que entender que o tesouro da unidade humana está na diversidade”, disse ao destacar que é preciso voltar o olhar para o desenvolvimento humano. O seminário continua até esta quarta-feira, 24, e a programação pode ser conferida no site www.distintosolhares.com.

Da redação com informações Secom