Mundo Digital | | Umberto Salvador Coelho
Operadora Oi pode estar praticando traffic shaping no Tocantins
Fotografias
Ultimamente no Tocantins está impossível acessar conteúdos de vídeo na internet na maior parte do dia, mesmo que o internauta tenha contratado taxas de até 2 MB em sua banda larga. Em alguns casos até mesmo áudio se torna um martírio para ouvir.
Uma prática ilegal por parte da operadora que atua na região pode ser a explicação para o caso. A operadora Oi está na lista de 108 provedores e operadoras do mundo avaliados sob indícios da prática de controle de fluxo de dados, ou traffic shaping em serviços de banda larga.
A verdade é que esta prática se constitui numa ilegalidade, uma vez que, se o cliente contratou determinado serviço, com determinada taxa de transferência de dados, ele assim deveria receber, mas não é isto que acontece e o mais de difícil é provar o shaping, prática que afronta o Código de Defesa do Consumidor.
Não bastasse a baixa qualidade e as baixas taxas de transferência fornecidas por quem está disponibilizando o vídeo e que provocam aquela angustiante e tradicional buferização por alguns minutos, o internauta agora é usurpado em seu direito por quem lhe presta o serviço de transferência de dados e o download simplesmente trava.
Um técnico de redes que trabalha para uma empresa que presta serviços para a Oi e que pediu para não ser identificado confirmou ao Conexão Tocantins que muitos clusters da empresa onde a rede suporta 100 clientes foram colocados 1000. Isto explicaria a necessidade do shaping por parte da operadora, quando o tráfego na rede aumenta, muitas vezes ocasionado pela demanda por vídeos que consomem muita banda - e isto é frequente durante todo o dia - eles limitam o fluxo de dados para download de vídeo para que todos possam ter acesso e utilizar o básico.
(Umberto Salvador Coelho)
