Polí­tica

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O deputado federal e presidente regional do PMDB Tocantins, Osvaldo Reis, falou ao Conexão Tocantins na manhã desta segunda-feira, 7, sobre a informação veiculada de que o governador cassado, Marcelo Miranda (PMDB), vai se filiar ao PSB do deputado federal Laurez Moreira. Reis classificou de lamentável a decisão de Marcelo Miranda que retornou ao PMDB em 2005, após sua desfiliação do PSDB, para ser candidato à reeleição ao governo do Estado em 2006.

O presidente do PMDB disse ser a primeira vez que estava ouvindo a informação, “ele não comentou, ele não falou, ele não disse, pelo menos a nenhum membro do PMDB, esta intenção de sair do partido. Por isto eu desconheço e o comentário que eu faço é que lamento muito, principalmente o governador que é presidente de honra do nosso partido. Ele teria que antes de qualquer atitude desta natureza comunicar o partido, coisa que nós estranhamos, até porque nós não recebemos qualquer comunicado, nem o governador fez qualquer comentário comigo a respeito”, afirmou o líder peemedebista.

A informação da possível filiação de Miranda ao PSB foi dada em primeira mão pelo jornal Atitude Online, neste domingo. O jornal aponta que as discussões para a mudança de partido estão sendo feitas entre quatro paredes, tendo em vista a falta de mando no PMDB, sincronia ideológica e também a falta da boa convivência política de Marcelo Miranda com os líderes do PMDB.

Reis rebateu a afirmação de falta de mando no partido. “Quem comenta está completamente enganado, O PMDB, quando nós assumimos, só tinha 8 prefeitos, hoje nós temos 40 prefeitos. Tínhamos 2 deputados estaduais, hoje temos 6, tínhamos 125 vereadores, hoje temos 285. Temos 2 deputados federais, temos o governador, temos um senador. Então não há desmando há um crescimento do partido e evidentemente as questões individuais tem que ser discutidas em âmbito coletivo. Agora, esta decisão do governador de sair do partido e dizer que está saindo por isto eu contesto. Até porque o partido é o maior partido do Tocantins na atualidade. Não acredito muito nisto, mas quero ouvir da boca do próprio governador para fazer uma avaliação melhor”, disse

O presidente do PMDB afirmou ainda que, se há algum problema de convivência, é da parte do governador. “Do lado dos líderes do PMDB não existe isto. Sempre tivemos uma relação harmoniosa. Sempre discutimos os interesses internos do partido. Agora, esta questão administrativa, o PMDB nunca adentrou nas questão administrativas do governo Marcelo Miranda. Sempre deixamos ele à vontade para que ele pudesse administrar da sua forma no Estado do Tocantins, por isto eu ignoro este comentários. Não acredito que este comentário saia da boca do governador Marcelo Miranda, mas queremos ver para crer”, ponderou.

Sobre uma possível candidatura de Reis ao senado, caso Marcelo Miranda venha mesmo deixar o PMDB, o presidente peemedebista disse: “é uma coisa que nós devemos discutir com o PMDB e partidos coligados na época. Nós somos partidários, somos soldados do partido, o que tiver que se discutir discute, mas nós temos nomes importantes, inclusive do próprio governador. Ele dizer que ele tem alguma dúvida da homologação da candidatura dele no PMDB não é verdade”.

Sobre a possível debandada de filiados do PMDB caso se confirme a saída de Marcelo Miranda, Reis disse que da mesma forma que sai, também entra. É lógico que nós lamentamos. Mas nós vamos ver para crer. O partido teve momentos de dificuldade e tem momentos de crescimento e todos os partidos do Brasil isto acontece. Espero que isto não venha acontecer, esta decisão do governador, mas se vier nos estamos preparados para quando sair um a gente trazer dez”, afirmou.

(Umberto Salvador Coelho)