Polí­tica

Filiações e desfiliações partidárias, divergências entre lideranças e bancadas, avanços e recuos do processo político de transição no Tocantins. Várias foram as implicações do conturbado momento na política tocantinense, abordadas durante os pronunciamentos dos parlamentares, na sessão ordinária desta quinta-feira, dia 1°. O primeiro a se pronunciar foi o deputado Paulo Roberto que comentou sobre a fragilidade das siglas que perderam ou expulsaram seus membros. “Esses partidos mostraram que não estavam preparados para enfrentar esta crise, porque não entenderam a mudança que está acontecendo e, por isso, vão ficar de fora dela”, alertou o deputado.

O PMDB também foi alvo das declarações de Paulo Roberto. Sobre a divisão no diretório do partido que homologou duas chapas para a disputa da indicação para o governo durante o “mandato-tampão”, o parlamentar enfatizou a importância do consenso na sigla. “Não se trata da eleição de um grêmio estudantil. O que está em jogo é o Governo do Estado”, disse.

Segundo Paulo Roberto, “ao contrário desses partidos, a Assembleia está dando um grande exemplo de que está preparada para enfrentar a crise com unidade, firmeza e transparência”. Suas palavras repercutiram entre os deputados do PMDB que o defenderam.

O parlamentar Sandoval Cardoso comparou o partido do governador às siglas que perderam deputados, contrariados com as imposições de suas lideranças. “Em vista disso, sinto-me orgulhoso de participar de uma agremiação democrática e aberta ao diálogo”, declarou. Sandoval disse ainda que as longas reuniões aconteceram pela busca da unidade e que ele ainda tem esperanças de harmonia.

Em seguida, o presidente da Casa, deputado Júnior Coimbra (PMDB), informou que, dos dez membros do diretório, oito são favoráveis à chapa de Carlos Gaguim. “Mesmo assim, o diálogo continua para que o PMDB não saia rachado”, completou.

Por sua vez, a líder do governo, deputada Josi Nunes (PMDB), explicou que, no partido, todos falam o que pensam e sempre prevalece a vontade do grupo. Josi disse ainda que a sociedade pode ficar tranqüila, porque a chapa de Gaguim será indicada e, então, “todos terão a segurança e a estabilidade que o Estado merece e precisa”.

 

Fonte: Dicom/AL