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Muitas das ações desenvolvidas pelo Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), beneficiam diretamente a mulher rural. Só em 2009 foram atendidas mais de três mil. A meta para 2010 é atender quatro mil mulheres, tendo como objetivo uma maior participação, incentivando-as a produzirem cada vez mais e se organizarem em cooperativas, associações ou grupos de interesses, facilitando assim a inclusão social e econômica no meio rural.

De acordo com a agricultora Maria dos Santos Brito de Sousa, 40 anos, moradora do Projeto de Assentamento Recanto, município de Xambioá, a vida na roça é muito difícil, mas é do pequeno pedaço de terra que ela tira o sustento da família e realiza alguns sonhos. “Quando está calor faço artesanato com a fibra da bananeira, doces, pinto panos de prato e cuido da casa. Quando o tempo está mais frio cuido da horta, onde tiro a maior parte da minha renda”, diz.

A agricultora já participou de vários cursos oferecidos pelo Ruraltins e com o que aprendeu consegue uma renda em torno de R$ 700,00 mensais e participa do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA – Compra Direta Local da Agricultura Familiar. De acordo com ela, a renda só não é maior porque leva parte da produção para ser comercializada de bicicleta para a cidade em um percurso de 12 km. “Subir ladeira, ouvir algumas pessoas zombarem de mim, não me importo, sou o que sou e estou realizando meus sonhos, estou juntando dinheiro e vou comprar um carro e tudo vai melhorar. Devo tudo a Deus, ao apoio dos técnicos do Ruraltins que nos atende com programa de Assessoria Técnica Social e Ambiental do Incra - Instituto de Colonização e Reforma Agrária”, comenta confiante.

Já no projeto de Assentamento São Salvador, em Porto Nacional, um grupo de mulheres aproveitam todas as frutas de época existente no cerrado para produzirem doces, geléias e conservas, com o objetivo de aumentar a renda familiar. A agricultora Ilda Rodrigues da Silva, que tem suas raízes na zona rural, faz parte do grupo e comemora a renda a mais, o que significa mais oportunidades. “Conheci o trabalho duro na roça desde cedo e aos poucos fui aprendendo com meus pais a aproveitar o que a natureza tinha de melhor, com os doces que vendo consigo ajudar a milha família a ter uma renda melhor graças também à ajuda do Ruraltins que já realizou vários cursos profissionalizantes em nossa comunidade”, comenta.

Aproveitar o que há de melhor no cerrado, respeitando o meio ambiente, é o que faz 85 mulheres extrativistas pertencentes a um grupo que envolve agricultoras de nove comunidades da região de Caseara e Araguacema. As mulheres retiram boa parte da renda familiar da venda de óleos naturais de sementes do cerrado como buriti, bacaba, pequi, macaúba, tucum, gergelim, entre outros.

A extensionista rural Francisca Helena Roseno, chefe do escritório do Ruraltins, em Caseara, diz que o grupo de mulheres agroextrativista está estruturado e consegue bons resultados. “Incentivar a geração de renda por meio da comercialização dos óleos vegetais é um dos nossos objetivos, pois, no meio rural não existe muitos empregos a não ser o trabalho árduo com a terra”, comenta Francisca, enfatizando que óleos vegetais têm boa aceitação entre os consumidores.

Inclusão

O presidente do Ruraltins, José Elias Júnior, informa que no ano de 2010 serão realizadas muitas ações voltadas para a inclusão das mulheres, principalmente no que se refere à economia e aumento de renda. “Em nosso planejamento para este ano está previsto beneficiar mais de quatro mil mulheres e a principal ação será voltada para o capacitação profissional, visando melhoria de renda”, explica o presidente.

Entre as ações executadas pelo Ruraltins, destacam-se, a profissionalização da mulher rural com cursos nas áreas de processamento artesanal de frutas do cerrado, artesanato com sementes, folhas, raízes e flores do cerrado e fibra da bananeira. Outras ações também são fundamentais para a geração de renda no meio rural, como a implantação de hortas, criação de pequenos animais, organização social e diversas ações de cidadania.

 

Fonte: Secom