Geral

Foto: Valério Zelaya

O grande público que lotou o Auditório do Palácio Araguaia na manhã desta quinta-feira, 25, viveu momentos de expectativa e muita emoção com o evento que lançou oficialmente o 6º Salão do Livro do Tocantins, que acontece de 19 a 28 de março, na Praça dos Girassóis, em Palmas. Além de conhecer como a Seduc – Secretaria da Educação e Cultura estava preparando a sexta edição de um maiores eventos literários do país, público também esperava com ansiedade a divulgação dos nomes dos escritores que serão homenageados desta vez.

Em meio ao clima contagiante de alegria, os nomes dos escritores Carlos Drummond de Andrade e Odir Rocha foram apresentados. Para dar mais riqueza e brilho ao 6º Salão, o escritor e membro da Academia Tocantinense de Letras, Manoel Odir Rocha será o homenageado regional. A personalidade nacional escolhida para inspirar os amantes da cultura e literatura durante os dez dias de programação é o poeta Carlos Drummond de Andrade.

Acompanhada das filhas Juliana Noda Rocha e Valéria Noda Rocha, a esposa do escritor Manoel Odir Rocha, senhora Dirce Noda Rocha falou emocionada da felicidade que toda a família estava sentindo naquele momento. “É indescritível a emoção e satisfação que estamos sentindo. O Odir vai ficar muito feliz com a notícia que vamos levar para ele”, comentou, lembrando de um pedido que o escritor fez a ela. “Ele pediu para avisar a todos que estará de manhã, a tarde e a noite aproveitando todos os minutos do Salão”, falou passando o recado do escritor.

Em todas as edições, o Salão do Livro homenageou escritores de relevância para a história da literatura regional e nacional. Desta vez, o secretário da Educação e Cultura, senador licenciado, Leomar Quintanilha, usou o mesmo critério. Para o secretário, a intenção é valorizar as obras que, de alguma forma, marcaram a literatura. “Nada mais justo que homenagear um tocantinense de coração, como o doutor Odir é. Queremos agradecê-lo por disseminar a cultura da leitura em nosso Estado”, destacou o secretário.

Biografias – Odir Rocha

Médico aposentado, poeta e contista, membro da Academia Palmense de Letras(APL), da Academia Tocantinense de Letras(ATL),Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES)- Palmas -Tocantins. Obras publicadas: Do amor à Terra (poemas), Auscultando a Vida (contos), Terracanto (poemas), Caminhada (no prelo).

Carlos Drummond de Andrade

Nascido e criado na cidade mineira de Itabira, Carlos Drummond de Andrade levaria por toda a sua vida, como um de seus mais recorrentes temas, a saudade da infância. Precisou deixar para trás sua cidade natal ao partir para estudar em Friburgo e Belo Horizonte.

Formou-se em Farmácia, atendendo a insistência da família em graduar-se. Trabalha em Belo Horizonte como redator em jornais locais até mudar-se para o Rio de Janeiro, em 1934, para atuar como chefe de gabinete de Gustavo Capanema, então nomeado novo Ministro da Educação e Saúde Pública. Em 1930, seu livro "Alguma Poesia" foi o marco da segunda fase do Modernismo brasileiro. O autor demonstrava grande amadurecimento e reafirmava sua distância dos tradicionalistas com o uso da linguagem coloquial, que já começava a ser aceita pelos leitores.

Drummond também falava sobre temas como o desajustamento do indivíduo, ou as preocupações sócio-políticas da época, como em “A Rosa do Povo” (1945). Apesar de serem temas fortes, ele conseguia encontrar leveza para manter sua escrita com humor e uma sóbria ironia. Produzindo até o fim da vida, Carlos Drummond de Andrade deixou uma vasta obra. Quando faleceu, em agosto de 1987, já havia destacado seu nome na literatura mundial. Com seus mais de 80 anos, considerava-se um "sobrevivente", como destaca no poema "Declaração de juízo".

Seu poema

Com uma obra tão vasta e complexa, torna-se praticamente impossível classificar ou rotular os poemas de Drummond. O olhar suave, a visão crítica, o tom sarcástico, a liberdade métrica dos versos e até mesmo as rimas se encontram e desencontram em sua escrita. Por não se prender a qualquer rótulo ou barreira, conseguiu que seu nome fosse sempre associado ao novo.

Fonte: Ascom Seduc