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Foto: Dida Sampaio

A construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas - PCH, se tornaram um problema para a região de Dianópolis segundo matéria do Estadão. Pequenas centrais proliferam sem controle engolindo cavernas e destruindo cachoeiras Brasil afora, informa a reportagem.

“Na região de Dianópolis foram construídas e estão em funcionamento seis PCHs, todas no Rio Palmeiras. Outras duas estão em construção no mesmo rio e deverão começar a funcionar logo - as oito PCHs ficam em um trecho de apenas 150 km”.

O município, localizado a 350 Km de Palmas, na região sudeste do Tocantins fica nas proximidades do Parque Estadual do Jalapão, uma área de 150 mil hectares que mistura cerrado, e veredas cortadas por rios que correm risco de terem suas corredeiras bloqueadas pelas pequenas barragens.

De acordo com o Estadão, não apenas a natureza sofre com a construção das PCHs. “O problema é que, além de destruírem cachoeira, ao contrário das grandes centrais hidrelétricas, que pagam pesados royalties aos municípios - permitindo assim compensações e investimentos em preservação ambiental -, as pequenas hidrelétricas não deixam um centavo no local onde funcionam.”

Outro problema gerado por essas pequenas centrais é no âmbito social. É que, segundo a matéria, “durante a construção chegam pessoas de todos os lados, que pressionam principalmente os postos de saúde municipais. O prefeito José Salomão (PT) conta que, depois da conclusão da obra, a maioria dos trabalhadores vai embora, mas alguns ‘ficam por ali perambulando‘, sem trabalho. ‘Também costuma ficar uma penca de meninas grávidas’, afirma Salomão.

Confira a matéria na íntegra no Estadão.