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Preocupados com os prejuízos que a greve dos servidores do judiciário está causando, advogados e a diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-TO) se reuniram na tarde desta segunda-feira (29/03) com a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Willamara Leila, para pedir providências quanto à paralisação, que completa 48 dias.

De portas abertas à imprensa, que acompanhou toda a movimentação, o encontro foi realizado no gabinete da presidência e contou ainda com a participação dos membros da comissão especial que estuda as reivindicações dos servidores, cujo relatório final já está concluído e em análise pela presidente do Tribunal e que, em seguida, será apresentado ao sindicato dos servidores e à sociedade.

Para o presidente da OAB, Ercílio Bezerra, a maioria das reivindicações dos servidores já foi atendida o que torna inconsistente a paralisação. De acordo com o presidente, a OAB não quer o caos social e nem prejuízo para a sociedade.

O presidente da comissão de Defesa das Prerrogativas do Advogado e Valorização da Advocacia, Rubens Dario Lima Câmara, destacou a preocupação da Ordem em dar continuidade à prestação jurisdicional.

Para a desembargadora Willamara Leila o prejuízo da greve já é visível e a OAB está se posicionando em defesa do cidadão, maior prejudicado com a paralisação, considerada ilegal. “Quem tem processo tramitando na justiça, dorme e acorda pensando nele, porque não se trata de amontoado de papéis, mas da vida de uma pessoa”, afirmou a presidente reforçando que deve estar sendo muito angustiante para o cidadão não ser atendido num serviço que lhe é de direito. “Nunca nos fechamos ao diálogo. O sindicato foi recebido por diversas vezes ano passado e este ano, e atendemos a maioria das reivindicações”, disse.

De acordo com a presidente, o Tribunal de Justiça tomará todas as providências para que os cidadãos não fiquem desassistidos por causa da paralisação.

Fonte: Assessoria de Imprensa TJ-TO