Editorial

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Este editorial inicia-se com seu título aproveitando o gancho deixado na terça-feira, 11, em um artigo na coluna de opinião do site Roberta Atum. Nele a editora do site tece críticas ao competente jornalista Philipe Bastos integrante do quadro do Conexão Tocantins e que, no sábado, escreveu uma matéria analítica relacionada ao ex-governador Siqueira Campos (PSDB), pré-candidato ao governo do Estado. No texto de abertura da editora homônima do referido site, pode-se ler, logo na introdução, a seguinte colocação: “nós não queremos entrar nessa onda de atacar colegas, nem vamos ser usados por quem tem seus desafetos na imprensa, e quer “dar respostas” por aqui”. Palavras da editora.

Aí vêm os questionamentos. Nossa primeira pergunta é a seguinte: “quem?” – uma das seis indagações básicas e princípio básico do jornalismo que compõe o lead. Diga-nos cara editora. A quem a senhora se refere, que tem seus desafetos na imprensa e quer dar respostas por aí!! Seja clara e objetiva. Utilize sua linha editorial auto-proclamada independente e de credibilidade para dar esta resposta aos internautas.

Em nossa análise fria dos fatos, cremos peremptoriamente que este “quem” se trata do ex-governador Siqueira Campos, que, como tantos outros, interferem na sua redação agachada à politicagem barata e servil.

O fato é tão descarado que o envolvido estudante de comunicação, um dos dois repórteres a cobrir a passagem do ex-governador pela Agrotins, foi desesperadamente escalado para desmentir o fato analisado pelo jornalista Philipe Bastos, informado por uma testemunha entre as centenas que se encontravam no evento. Tenta a editora enredar na história o jovem repórter, seu funcionário, na intenção clara de confundir a opinião pública.

Quer fazer crer que foi o jovem repórter da sua redação que vazou informações para um jornalista do Conexão Tocantins. Quanto desespero, para agradar ao ex-governador Siqueira Campos! Quanta subserviência! Isto é nojento. Mas pelo menos um fator positivo se pode depreender da história. O jovem repórter e estudante de comunicação está tendo uma aula prática de jornalismo picareta.

Segundo ponto a ser questionado. Se não quer atacar colegas do jornalismo, porque as críticas tão contundentes à matéria produzida pelo jornalista Philipe Bastos? Sua artimanha discursiva utilizada para erguer cortina de fumaça sob suas reais pretensões é manjada e hipócrita. Coisa de artigo opinativo fajuto e de quinta categoria. Prática que envergonha aos verdadeiros e vocacionados jornalistas que defendem o ideal de um jornalismo de interesse social.

Não o pseudo-jornalismo legitimador do conservadorismo da elite egoísta e manca de valores éticos e morais deste País, que ataca as mulheres campesinas e defende despudoradamente o agronegócio, que vive de rolar dívidas no Banco do Brasil, enquanto a agricultura familiar segue padecendo, mas resistindo bravamente com escassas verbas, contribuindo para o aumento da produção de alimentos, desinchamento das periferias dos grandes centros e diminuição dos índices de violência nas cidades.

A estratégia hipócrita há muito vem se repetindo e faz perder a paciência, por mais que se releve e não queiramos ir para o confronto. Não quer atacar colegas, mas o óbvio e explícito é que o competente Philipe Bastos não é a única vítima de um veículo politiqueiro. Que o diga o superintendente da Redesat, Luiz Celso, outra vítima do veneno peçonhento e rasteiro que tentou envolver até mesmo o secretário de Comunicação Mateus Júnior e o governador Carlos Henrique Gaguim no sórdido rancor particular.

Mas a hipocrisia politiqueira não para por aí não. Dias atrás uma matéria no Portal CT chamou atenção para os milhares de cabeças de gado que estariam sendo criadas no sul do Pará pelo ex-secretário estadual de Infra-estrutura do Tocantins, Brito Miranda, pai do governador cassado Marcelo Miranda (PMDB). Para surpresa geral o site publicou uma nota meia boca numa tentativa descarada de desconstruir uma informação bem embasada do Portal CT, tudo isto, claro, para atender os Mirandas, e em afronta clara à credibilidade de outro veículo. Ou alguém tem alguma dúvida disto?

Os acontecimentos relatados acima corroboram na medida certa para mostrar a face feia do jornalismo provinciano que se prostitui seguindo sua linha fisiológica e de pensamento crítico insosso, se posicionando sobre amenidades e traçando cenários obtusos, deduzidos por uma mentalidade menor. Não tenham dúvidas os internautas de que os verdadeiros interessados se escondem na coxia de tal veículo.

Quanto à “nova geração” citada pela editora – desconfiamos que de forma pejorativa -, há que se observar que o jornalista Philipe Bastos realmente faz parte dela e tem dado bastante orgulho ao Conexão Tocantins pela sua dedicação e competência. O editor do Conexão Tocantins também se considera da nova geração dos superjornalistas interados e multimídia. Assim como a nobre editora, também, assim se deve considerar, uma vez que concluiu sua formação acadêmica apenas em 2008 na Ulbra, portanto, 1 ano após nosso vocacionado Philipe Bastos, que tem mente arejada e aberta para os novos tempos, onde a censura não tem mais seu sentido de ser.