Polí­tica

Foto: Dicom/AL

Com a proximidade das definições para as coligações, a representação na Assembleia Legislativa vai ganhando alterações. O ano legislativo que começou apenas com dois deputados democratas declarados de oposição chega em junho com uma bancada de sete oposicionistas.

A “bancadona” formada no início para dar sustentação ao governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) eleito pela Casa começou a diminuir com o posicionamento claro do tucano Raimundo Moreira (PSDB), que mesmo sendo do partido do ex-governador Siqueira Campos estava alinhado com o governo. Sendo assim Moreira se juntou aos democratas Toinho Andrade e Osíres Damaso.

Depois veio a saída do deputado estadual e presidente regional do PV, Marcelo Lelis que retornou para a União do Tocantins. Com o rompimento do PR, através do senador João Ribeiro (PR) apenas a deputada e filha do republicano Luana Ribeiro deixou a base do governo, permanecendo assim os outros quatro parlamentares da legenda.

Recentemente, o Pastor Pedro Lima também aderiu à União do Tocantins e se juntou aos oposicionistas da Casa de Leis. Do PR, paira a dúvida ainda sobre o deputado estadual Amélio Cayres, liderança da região do Bico do Papagaio que segundo informações, tem a tendência de seguir o partido e apoiar a pré-candidatura de Siqueira.

Do PR, então, apenas Paulo Roberto e Stalin Bucar devem permanecer na base governista e ainda no apoio à reeleição do governador. Estes dois deputados saíram dos partidos oriundos da UT, DEM e PSDB respectivamente e correm risco de não terem legenda para disputar reeleição.

A mais nova adesão no quadro de deputados foi a saída do presidente regional do PTB, José Geraldo de Melo da base governista. O parlamentar argumentou que preferia ficar com Gaguim mas na força do voto os convencionais da sigla optaram pelo ex-governador. Numa atuação independente está a deputada petista Solange Duailibe que não é oposição mas também não se inclui na bancada do governo.

Dos 16 governistas, os pepistas Cacildo Vasconcelos, Raimundo Palito e ainda José Viana (PSC) estão sujeitos à alterações. O PP caminha para aliança com o governo, já o PSC está com Siqueira e Viana pode ficar sem legenda para reeleição se permanecer com Gaguim.

As mudanças no posicionamento dos deputados refletem na atuação principalmente nos discursos. Num ano em que todos buscarão reeleição, é hora de segurar as bases eleitorais e de se dedicar ao projeto político de cada um.

Pretensões

Na Casa de Leis, os deputados Júnior Coimbra (PMDB), César Halum (PPS) e Angelo Agnolin (PDT) tentarão uma vaga na Câmara Federal deixando assim três vagas. O deputado Cacildo Vasconcelos já afirmou ao Conexão Tocantins que pode encerrar a carreira política. Há ainda a especulação em torno do pedetista Fábio Martins, que segundo informações pode não tentar reeleição. Os outros 19 tentarão se reeleger.