Geral

Foto: Divulgação

Em atendimento ao Programa de Apoio à Comunidade Lindeira e à Produção Familiar de Subsistência, o Consórcio Estreito Energia (Ceste), empreendedor da UHE Estreito, instalou nas fazendas Patrocínia, município de Babaçulândia (TO), e Areia Vermelha, município de Carolina (MA), Unidades Demonstrativas (UD) de farinha de mandioca. Nas duas áreas, produtores locais aprenderam, durante um dia de campo, sobre a estrutura e a importância da higiene na casa de farinha, como potencializar a produção para a comercialização do produto, além de uma palestra sobre o valor nutricional da mandioca, quando também foram apresentadas outras formas de aproveitamento da raiz.

A gerente de Projetos Econômicos do Ceste, Cassandra Gelsomino Molisani, explica que a grande maioria dos produtores já tem a iniciativa de produção da farinha de mandioca na região, sendo uma questão cultural para as famílias a utilização da raiz também para a produção de bolos, biscoitos, dentre outros. “O que faremos é potencializar essa atividade, garantindo também uma estrutura adequada à produção com a construção de uma nova casa de farinha nessa propriedade que servirá de modelo para os demais produtores”, disse.

Técnicos agrícolas, Amadeus Pereira dos Santos e Elizandro Lima de Moraes contam que durante as visitas aos proprietários das fazendas, são repassadas as formas de utilização da cultura da mandioca, que serve para alimentação animal, sua importância para a propriedade e para a geração de renda, além de orientações ténicas para o uso correto do solo.. “No nosso segundo dia de campo trabalharemos com os produtores os tratos culturais, formas de plantio, uso do solo, etc”, adianta Amadeus Pereira.

Elizandro Lima, que fará o acompanhamento à Fazenda Areia Vermelha, em Carolina, destaca que a partir das orientações repassadas aos produtores, a estimativa é de que haja um crescimento de 100% na produção de farinha. “Com o solo adubado da maneira adequada, a plantação renderá mais e, consequentemente, haverá mais matéria-prima para a produção de farinha”, esclarece.

Feliz com a oportunidade, Raimundo Lopes de Sousa, proprietário da fazenda, diz que, como resultado do apoio recebido pelo Ceste, irá aumentar em cerca de cinco vezes sua produção que há 15 anos é feita manualmente. “Com a nova casa de farinha que está sendo construída e a compra de um motor, deixarei de fazer grande parte do trabalho manual, o que me permitirá aumentar a produção para vender na região e melhorar nossa renda”, comemora.

Proprietário da Fazenda Areia Vermelha, Juarez Mota conta que nem lembra quando começou a trabalhar com a produção de farinha e diz também estar feliz com a oportunidade ofertada pelo Ceste. “Estou satisfeito com o trabalho e a contribuição técnica que tenho recebido, e que será partilhada com os outros produtores da região”, assegura.

Palestra

Outro detalhe importante na instalação das UDs tem sido a integração com outras gerências do Ceste e parcerias com entidades e associações, convidadas a partilharem suas experiências.

Em Carolina (MA) por exemplo, a assistente social Ana Maria Félix, da Gerência de Projetos Sociais do Ceste, falou aos produtores de algumas vantagens do consumo da mandioca na alimentação humana e animal. Ela, que assina a autoria do livro “Comer ou Alimentar”, mostrou aos produtores a riqueza que eles têm desperdiçado ao ignorar uma parte importante da mandioca: a folha. “Trata-se de uma fonte rica de cálcio e outros nutrientes, que inclusive servem para acabar com a desnutrição do homem e do seu gado”, finaliza.

Fonte: Assessoria de Imprensa/ UHE Estreito