Polí­tica

Foto: Divulgação/Agência Senado

A senadora Kátia Abreu (DEM) fez, nesta quarta-feira, um discurso de 30 minutos, no qual abordou os possíveis crimes eleitorais praticados pelo governador e candidato à reeleição Carlos Gaguim (PMDB) nesta campanha que tenta ser reconduzido a mais um mandato à frente do Palácio Araguaia. A fala da parlamentar foi baseada na Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), protocolada pelo partido contra Gaguim e a sua vice Valderez Castelo Branco (PP).

Para a parlamentar, o governador não respeita lei alguma, se utilizando da máquina pública e do abuso de poder político para se promover e ganhar as eleições. A senadora, inclusive, criticou, sem citar nomes, veículos de comunicação do Estado, que, no seu entendimento, se transformaram em verdadeiros “panfletos”.

Kátia citou o aumento de mais de 5.000% no pagamento de convênios com as prefeituras do Tocantins no mês de junho, na comparação com abril, bem como o gasto de cerca de R$ 42 milhões em propaganda pelo governo do Estado este ano, contra a média de R$ 31 milhões nos últimos três anos.

Ambas acusações estão relacionadas na Aije, inclusive com comprovantes de pagamentos extraídos do Portal da Transparência. “Senhor presidente, chegamos ao cúmulo deste cidadão que é governador usar comerciais de 15 segundos para anunciar uma outra propaganda da televisão no domingo, no horário nobre, horário do Fantástico”, discursou, ponderando que os comercias de domingo, todos referentes ao programa Acelera Tocantins, chegavam a ter até 20 minutos.

Além do conteúdo que está na ação, Kátia citou a notícia-crime protocolada nesta terça, na Polícia Federal. Na denúncia, a senadora aponta um esquema de tentativa de comprar o respaldo político do prefeito de Fortaleza do Tabocão, João Batista de Oliveira (PMDB) (conhecido como João Tabocão), por emissários do governador Gaguim. O grupo teria oferecido R$ 300 mil em troca do apoio do prefeito. João Tabocão, inclusive, prestou depoimento à Polícia Federal confirmando o fato.

Paulo Mourão

Durante a fala, Kátia, para dar sustentabilidade às acusações que explanou contra Gaguim, citou o exemplo específico do ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão (PT), um dos candidatos a senador na chapa de Gaguim. Mourão havia sido aclamado como candidato a governador no dia 26 de junho. Um dia depois, concedeu entrevista à rádio Jovem Palmas FM chamando Gaguim de quadrilheiro e destacando muitos atos que podem ser considerados como corrupção.

Da redação com informações da Assessoria de Imprensa/Siqueira Campos