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Foto: Divulgação/Seciju

A Secretaria da Cidadania e Justiça sediou durante toda esta quinta-feira, 16, uma reunião entre representantes da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Ministério do Meio Ambiente e indígenas do Tocantins e mais dois estados para discutir a implantação de telecentros de inclusão digital em aldeias e comunidades quilombolas.

A implantação de telecentros em aldeias indígenas e comunidades quilombolas faz parte do Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades do Governo Federal e que no Tocantins beneficiará inicialmente aldeias da Ilha do Bananal e os estudantes indígenas da capital.

O encontro serviu ainda para esclarecer como acontecerá a entrega dos equipamentos de informática aos telecentros e para que os representantes do Governo Federal pudessem ter uma noção de como é a estrutura de cada aldeia beneficiada, pois cada indígena presente falou do local onde serão implantados os telecentros, bem como o número de famílias na aldeia, entre outras informações.

De acordo com Cynthia Sims, da SEPPIR, todos os telecentros receberão seus equipamentos ainda este ano e cada aldeia receberá um kit contendo dez monitores com suas respectivas Cpus e mesas. Ela frisou ainda que cada telecentro terá dois monitores que serão capacitados por meio de curso e receberão bolsa auxílio pelo serviço, um dos critérios adotados é que os monitores não tenham carteira assinada.

Para Antonio Carlos Silva, da Taínã/Rede Mocambos de Campinas em São Paulo, frisou que é necessário oferecer aos beneficiados cursos de manutenção de computadores que permitirão maior autonomia para essas comunidades. Possibilitando assim que possíveis defeitos possam ser consertados na própria aldeia ou comunidade.

Dentre os pontos abordados, falou-se sobre os impactos que os telecentros podem trazer a estas comunidades e como os centros irão possibilitar a inclusão digital das aldeias beneficiadas. A implantação destes centros com acesso a internet atende a um antigo anseio das comunidades.

Caberá a cada aldeia definir ainda um conselho gestor para cada telecentro e a escolha dos monitores. Também será da responsabilidade de cada conselho o recebimento dos equipamentos de informática bem como atuar voluntariamente da administração dos telecentros.

No Tocantins as aldeias beneficiadas com telecentros são Santa Isabel do Morro e Canuanã na Ilha do Bananal e os estudantes indígenas da UFT, cujo centro ficará na sede da Funai em Palmas.

Ao final da reunião, Alfredo Silva falou sobre o seu papel na SEPPIR e colocou-se a disposição dos indígenas para ajudar no que for necessário com relação ás demandas deste segmento. De acordo com Alfredo está faltando mais atuação dos indígenas. “Precisamos formar mais pessoas para outras áreas como engenharia, informática” frisou ele.

Participaram da reunião Cynthia Sims e Alfredo Silva, representantes da SEPPIR, Renata Maranhão, representante do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Kaxinawá, da APAHC – Associação dos Produtores e Agroextrativistas Hunikui do Municipio de Tarauacá, no Acre, Antonio Carlos Silva, da Tainã/Rede Mocambos Campinas - SP e os indígenas Darlene Taukane, do Instituto Yukomaniru do MT, Taise da Silva, da Associação Comunidade Amarelão do Rio Grande do Norte, Israel Kuyai, da Uneit – União dos Estudantes Indígenas do Tocantins, Domingos Javaé da ACIAC – Associação Comunitária Indígena da Aldeia do Canuanã e Kohalue Karajá da SECIJU.

Programa Telecentros

A primeira seleção de parcerias do programa recebeu mais de mil inscrições, com pedidos de apoio para quase quinze mil telecentros em todo o país. Passaram pela seleção dez mil telecentros que começam a ser atendidos ainda em 2010.

Os telecentros irão receber equipamentos de informática, conexão à internet e selecionar jovens da comunidade para atuarem como agentes de inclusão digital. Esses monitores serão bolsistas do programa que além de participar de um curso de formação com duração de doze meses, vão atender à população no telecentro.

A Coordenação-Geral do Programa é feita em conjunto pelos Ministérios do Planejamento (MP), das Comunicações (MC), e da Ciência e Tecnologia (MCT). A Coordenação Executiva é da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do MP, que organiza o fluxo de atendimento entre as entidades proponentes e cada um dos Ministérios parceiros.

Fonte: Assessoria de Imprensa/ Seciju