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Foto: Divulgação

Pela primeira vez, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visitará o canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Estreito (UHE Estreito), um dos maiores projetos de geração de energia elétrica em construção do País. A visita do Presidente Lula e comitiva está marcada para amanhã (terça-feira, 30/11), às 9h, no canteiro de obras, e deverá contar com a presença de autoridades dos estados do Maranhão e Tocantins, dos municípios da área de abrangência do empreendimento, além de trabalhadores da usina.

Lula e comitiva serão recepcionados por José Renato Ponte, diretor-presidente ra Consórcio Estreito Energia (Ceste), formado pelas empresas GDF Suez-Tractebel Energia, Vale, Alcoa e Camargo Corrêa. Na visita, acompanhará de perto os avanços na construção da UHE Estreito, situada na divisa dos estados do Maranhão e Tocantins, que se prepara para iniciar o enchimento do reservatório, que abrangerá 12 municípios nos dois estados.

Paralelamente ao processo de enchimento do lago, as obras civis e de montagem da UHE Estreito chegam à reta final. Atualmente, cerca de 8 mil homens trabalham para que a primeira unidade geradora comece a funcionar no início do próximo ano. As estruturas do Vertedouro e da Barragem foram concluídas.

Já a Casa de Força, localizada no lado maranhense, conta com 90% das obras civis finalizadas, o Ceste se dedica à finalização da montagem da primeira unidade geradora para que se inicie os testes operacionais para a entrada em operação comercial da mesma no início do próximo ano.

Remanejamento concluído com sucesso

Para desocupar a área de abrangência da usina, o Ceste movimentou 3.500 processos, avaliando cada caso individualmente, com solução amigável em 98% deles. Apenas 2% das negociações foram questionadas na Justiça. Em todo este processo,o consórcio teve o cuidado de visitar, uma a uma, as famílias, levando informação e esclarecendo dúvidas. Foram mais de 2.350 visitas individuais e 53 reuniões coletivas com a população local.

Mais de R$ 600 milhões em programas socioambientais

O consórcio destinará cerca de R$ 550 milhões para a implementação dos 39 programas socioambientais do Projeto Básico Ambiental (PBA) da UHE Estreito, avaliado e aprovado pelo Ibama. São ações preventivas, mitigatórias e compensatórias nos meios físico, biótico e socioeconômico. Os programas ambientais abrangem clima, sismo, água, solo, peixes, flora, fauna, arqueologia, saúde, população, uso do solo, fomento de atividades econômicas e educação ambiental. Além deste investimento, o Ceste alocará mais aproximadamente R$ 60 milhões em ações sociais não previstas no licenciamento ambiental da usina.

Melhoria da qualidade de vida da população

Com o objetivo de assegurar o desenvolvimento da região sobre todos os aspectos (educação, segurança, saúde, meio ambiente e infra-estrutura), o Ceste firmou parcerias com os governos estaduais, municipais, associações e comunidades.

Desde o início do empreendimento, o consórcio reaparelhou hospitais, reformou e ampliou postos de saúde, doou ambulâncias, tratores e viaturas policiais e construiu novas sedes para as polícias civil e militar, escolas, casa de abrigo para idosos e creches. Com as prefeituras da região, o Ceste foi além e estabeleceu, voluntariamente, Termos de Compromisso Mútuo (TCM) para proporcionar mais benefícios diretos, além dos previstos no PBA. Instalou sistemas de coleta e tratamento de esgoto, construiu praças, ginásios esportivos, pocilgas e mercados públicos, implantou laboratórios de informática,realizou campanhas de vacinação e de combate e prevenção a doenças como dengue, doença de Chagas, hepatite A e DST-Aids.

Desenvolveu ainda projetos voltados para a melhoria da qualidade de vida da população, como o“Crianças Saudáveis, Futuro Saudável”, que beneficia 14 mil crianças; o “Usina Social”, que contabilizou mais de 580 mil atendimentos em dois anos; e o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, voltado aos alunos da educação básica.

Fomento às atividades econômicas

O Ceste está desenvolvendo o Complexo Integrado de Escoamento, Beneficiamento e Comercialização do Pescado, em projeto inédito no país, numa parceria com as colônias de pescadores da região, o Ibama e o Ministério da Pesca e Aquicultura. Para colocá-lo em prática, foi assinado um acordo de cooperação no valor de R$ 4,8 milhões com o ministério e o Ibama, em benefício dos pescadores da área de abrangência da usina.

Outra ação de forte impacto para a economia da região será a construção de oito praias artificiais permanentes, com barracas, energia, instalações sanitárias e atracadouros nos municípios da área de influência direta da usina. Para melhor desenvolver e promover as atividades turísticas e de lazer, o Ceste promoveu cursos de capacitação para barqueiros e barraqueiros.

Além da área da pesca e do turismo, foram desenvolvidos projetos de apoio às atividades lindeiras e à produção familiar de subsistência.

Informações gerais - Usina Hidrelétrica Estreito

Capacidade instalada: 1.087 MW

Energia assegurada: 641,1 MW médios

Localização: No Rio Tocantins, na divisa dos estados do Maranhão com Tocantins.

Área do reservatório: 400 km2

Geração de emprego: cerca de 11 mil diretos (no momento de pico da obra) e 25 mil indiretos

Investimento: R$ 4 bilhões

Municípios da área de influência: Estreito e Carolina (MA); Aguiarnópolis, Palmeiras do Tocantins, Babaçulândia, Barra do Ouro, Filadélfia, Darcinópolis, Goiatins, Itapiratins, Palmeirante e Tupiratins (TO)

Volume de concreto lançado: 933.740 m³ (Casa de Força, Tomada d´Água e Vertedouro)

Capacidade de vazão do Vertedouro: 62.719 m³/s

Queda nominal : 18,94 m

Unidades Geradoras: Oito turbinas tipo Kaplan

Acionistas : GDF SUEZ / Tractebel Energia (40,07%), Companhia Vale do Rio Doce (30%), Alcoa (25,49%) e Camargo Corrêa (4,44%).

Fonte: Assessoria de Imprensa UHE Estreito