Polí­tica

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Após a derrota nas urnas para o governador Siqueira Campos (PSDB) em outubro do ano passado, o PMDB segue dividido com relação ao posicionamento com o novo governo. O grupo ligado ao ex-governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) quer que a legenda seja o ícone da oposição no entanto os peemedebistas que apoiaram Siqueira articulam para uma possível aliança do partido com o novo governo.

Na Assembleia Legislativa a legenda tem a maioria de parlamentares com relação aos outros partidos, mas na Câmara Federal apenas Júnior Coimbra foi eleito.

O presidente regional do partido, Osvaldo Reis, afirmou ao Conexão Tocantins nesta terça-feira, 4, que defende um diálogo com o novo governo. “Nós devemos discutir, ninguém está aqui para fazer caça às bruxas nem para fazer campanha de adversário ferrenho”, argumentou.

Reis está afastado do partido desde que não conseguiu a reeleição, no entanto frisou que ainda neste mês vai reunir não só a executiva mas também os prefeitos da legenda. São 38 gestores do partido.

O presidente salientou ainda que o partido é o que tem mais condições de lançar um nome para a presidência da AL. "Temos tudo para fazer o novo presidente", disse. Um dos nomes mais cogitados é o do deputado mais votado, Sandoval Cardoso. “O PMDB é o maior partido e não pode ser deixado de lado nas decisões. Vamos conversar com todos e discutir já que tivemos no partido uma ala que apoiou Siqueira”, relembrou,

Do partido, os principais aliados de Siqueira na campanha foram o presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), Valtenis Lino e o deputado federal Moisés Avelino que inclusive participa do atual governo com a indicação do filho, Igor Avelino na Secretaria da Habitação.

Presidência da ATM

Reis também afirmou que já está sendo procurado por alguns prefeitos da sigla. O intuito seria a articulação de uma candidatura encabeçada pelo partido para a presidência da ATM. O grupo de articulação tem à frente Nilton Franco de Pium e José Fontoura de Figueirópolis.

Pelo lado de Siqueira, o nome que já se colocou foi o do prefeito de Almas, Leonardo Cintra (PSDB), o único que já vem pedindo apoio para a disputa que acontecerá no início de fevereiro.

Grupo unido

O maior desafio do partido é manter o grupo de partidos aliados unidos, caso se mantenha na oposição. O PP, partido do deputado federal Lázaro Botelho e ainda do estadual Raimundo Palito pode ser um dos primeiros a retornar para a base de Siqueira.

Palito já afirmou que está decidindo qual será sua postura com relação ao novo governo e não escondeu que já foi procurado pelos aliados de Siqueira.

Oposição

Mesmo sem cargo algum e sem mandato o ex-governador Carlos Gaguim já afirmou que pretende atuar como o ícone da oposição e atuar ajudando os prefeitos aliados.