Polí­tica

Foto: Aquiles Lins

Em entrevista ao Conexão Tocantins na manhã desta sexta-feira, 11, o secretário de Planejamento e Modernização do Estado, Eduardo Siqueira Campos (PSDB), comentou sobre o pedido feito pelo senador João Ribeiro (PR) ao deputado estadual Stálin Bucar (PR) ontem, quinta-feira. Na ocasião, Ribeiro convocou o deputado a apoiar, na Assembleia Legislativa, o governo de Siqueira Campos (PSDB) ao qual Bucar faz oposição veemente desde o período eleitoral. Como resposta, Stálin prometeu ao senador consultar sua família e bases políticas para tomar a decisão.

Já o ex-senador Eduardo Siqueira Campos, que durante a eleição do ano passado foi o principal articulador político da campanha de seu pai ao governo, frisou que, caso o deputado venha a compor com a base governista na AL, quem ganha é o Tocantins. “É preciso que não se retire dele este momento de reflexão, mas o Estado ganha muito com este pedido do senador”, completou.

Entre os “ganhos” que o Estado terá com a adesão do deputado à bancada governista, o secretário frisou que está a aprovação do orçamento estadual, que ainda está travado na Assembleia, aguardando a formação das comissões parlamentares para ser votado.

“A convocação (do senador João Ribeiro) tem um pressuposto bem maior do que uma simples aliança política. O Tocantins está precisando. Estamos devendo fornecedores, nossas cidades e estradas estão esburacadas, nossa saúde já passou da UTI”, disse Eduardo.

Fortalecimento de Ribeiro

Com este pedido, o senador João Ribeiro acaba por ganhar um peso maior dentro do governo do Tocantins, depois de um período de leve apagamento após o resultado da eleição. Segundo Eduardo, a convocação que o senador fez ao deputado estadual, vem a “enaltecer o trabalho do senador que esteve com o deputado Stálin o tempo todo”.

O secretário de Planejamento ainda destacou o trabalho do senador ao trazer os recursos para as obras no Tocantins em um período que o próprio governo federal passa por fortes reduções orçamentárias. “O senador veio de Brasília vendo a presidente Dilma (Rousseff, do PT) cortando R$ 50 bilhões”, destacou.