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A comunidade de Dianópolis e região pode agora usufruir do projeto "Evolução do Papel da Mulher: Desafios e Realidades", desenvolvido pelo Núcleo Regional da Defensoria Pública em Dianópolis.

O lançamento do Projeto aconteceu na noite desta segunda-feira, 14, no auditório do Colégio São João D'Abreu e contou com a presença de autoridades e um público de 450 pessoas que lotaram o local.

O principal objetivo é possibilitar uma inserção mais crítica e participativa das comunidades, por meio do conhecimento da Lei Maria da Penha. Durante a abertura oficial do evento, a diretora do Núcleo Regional da Defensoria Pública em Dianópolis, defensora pública Sebastiana Pantoja, esclareceu sobre as atividades que serão desenvolvidas e apresentou a cartilha "Tecendo a Cidadania".

Esse material, que foi distribuído a todos no lançamento, também chegará às mãos dos participantes de palestras e oficinas que serão realizadas, até o final deste mês, nos municípios de Taipas, Conceição do Tocantins, Novo Jardim, Almas, Arraias, Aurora e Taguatinga. "Com a cartilha, além da Lei, a pessoa também tem acesso, de forma bem simples, a descrição de todos os direitos que a mulher que sofre violência doméstica possui. Descreve o que é considerado por lei como violência psicológica, fato que costuma ser ignorado por muitas mulheres que sofrem esse tipo de agressão", explicou Sebastiana Pantoja.

Durante o lançamento, também houve a premiação do concurso realizado pela Defensoria Pública em parceria com as escolas estaduais de ensino médio de Dianópolis, que elegeu a melhor redação com a temática do projeto "Evolução do Papel da Mulher: Desafios e Realidades". Pantoja explicou que o concurso atraiu a atenção do público jovem para o lançamento do projeto, já que "eles é que vão formar as próximas estruturas familiares". Foi também para esse público que o defensor Daniel Gezoni ministrou palestra com o tema "Lei Maria da Penha: da conquista a prática", explicando de forma objetiva o surgimento da Lei Maria da Penha até os casos em que pode ser aplicada.

Segundo Gezoni, ações como as desenvolvidas com esse Projeto ajudam no processo de alertar a sociedade e prevenir os casos de violência, e assim "passar segurança para a mulher agredida, que ela tem, sim, com quem contar e não deve mais se esconder".

A apresentação do Projeto contou ainda com mesa redonda onde os participantes enviaram perguntas, respondidas por autoridades do Poder Judiciário do Município, esclarecendo as dúvidas sobre a Lei Maria da Penha e os direitos da mulher.

O delegado regional da Polícia Civil, Claudemir Luiz, elogiou a ação da Defensoria Pública. "Hoje muitas dúvidas foram sanadas e pudemos estreitar os laços entre a comunidade e os representantes do Poder Judiciário e isso é muito importante, já que há um registro considerado de violência doméstica e por isso, ainda neste ano, concretizaremos o projeto de uma delegacia da mulher aqui em Dianópolis", adiantou o delegado.

Fonte: Assessoria de Imprensa Defensoria Pública