Polí­cia

Foto: Divulgação/Deic Janes Miguel Gonçalves Junior, 19 anos e Ricardo José Gonçalves, 20 anos Janes Miguel Gonçalves Junior, 19 anos e Ricardo José Gonçalves, 20 anos

A declaração de um dos irmãos que está sendo acusados de terem matado Sebastião da Silva Bezerra foi dada na manhã desta terça-feira, 15, durante uma coletiva organizada pelo delegado titular da DEIC - Delegacia Especializada em Investigações Criminais, de Gurupi-TO, Jackson Ribas.

Durante a coletiva o delegado apresentou os irmãos Janes Miguel Gonçalves Junior, 19 anos, Ricardo José Gonçalves, 20 anos e Rogério Gonçalves, 26 anos, como os supostos responsáveis pelo assassinato de Sebastião Bezerra.

Durante a coletiva um dos acusados apontou que o latrocínio (roubo seguido de morte) foi também motivado por homofobia, pois, segundo o jornal Cocktail, Janes Junior disse que “veado” tinha que morrer, deixando a entender que este teria sido o motivo do crime e negou qualquer tipo de envolvimento afetivo com o ativista; em um segundo momento eles disseram que cometeram o crime apenas para roubar.

Em uma sala reservada na DEIC, o outro irmão, Ricardo José, teria dito ao jornal que “intenção era apenas roubar o ativista para curtir o carnaval” e que recebeu a ligação de um amigo que o informara de que Sebastião receberia um dinheiro, mais ou menos R$ 1.500 e por este motivo teria ido ao motel acompanhado pelo seu irmão Janes Junior. Em seguida entrou em contradição ao afirmar que a ligação recebida seria da vítima que teria marcado encontro no motel e que a intenção era de assaltar e não fazer programa e, por isso, levou uma corda que era para amarrar o ativista e tomar o dinheiro. Mas, diante a reação da vítima ele decidiu enforcá-lo e quando percebeu que Sebastião tinha perdido a respiração colocou o corpo no carro e levou para o local onde foi encontrado.

Ricardo disse ainda que mantinha conversas com Sebastião pelo Messenger, porém, afirmou que nunca havia se encontrado com o advogado e que decidiu se passar por garoto de programa para roubar e, que matá-lo foi uma consequência. Afirmou ainda que quando chegou ao motel o advogado já estava esperando por ele. Enfatizou que a vítima não queria que ninguém soubesse do encontro.

Em seguida ele disse que não sabe como o coordenador de Direitos Humanos conseguiu o contato dele, mas contou que as conversas que os dois mantinham eram normais e que ele nunca demonstrara ser homossexual, inclusive, a foto usada no Messenger era da filha. “A gente conversava de boa” declarou. Questionado sobre quem tomou a iniciativa para o encontro, Ricardo não respondeu.

Ao confessar o crime, Ricardo disse que o terceiro irmão, Rogério Gonçalves, não teve envolvimento no crime. “Ele não tem nada a ver. Está aí de bobeira”, confessou. Em seguida disse que o “serviço” foi muito mal feito e que o corpo foi enterrado de qualquer jeito porque estavam apressados. Ricardo comentou que não tinha passagem pela polícia, assim como nunca tinha tido envolvimento com homossexual. Ele afirmou que nas conversas Sebastião demonstrava ter dinheiro e que ele próprio teria o atraído para o crime.

Fonte: Cocktail Online e Site Atitude Tocantins