Polí­cia

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Tocantins, vai reunir a Comissão de Direitos Humanos para tomar medidas urgentes com relação à morte do trabalhador Everaldo Moraes de Araújo, 35 anos, morto a tiros durante ação da Polícia Militar na sexta-feira, 1º de abril.

O presidente Ercílio Bezerra afirmou ao Conexão Tocantins que vai tomar as providências no sentido de pedir a apuração imediata do caso que ele chamou de “assassinato brutal”.

“Ninguém morre com dois tiros de bala perdida”, salientou o presidente, que disse estar acompanhando os fatos em torno do assunto.

O corpo de Everaldo foi enterrado neste domingo, 3, sob forte comoção. Os familiares da vítima encontraram cápsulas de uma pistola ponto 40 no local do crime e entregaram à polícia.

O laudo, que esclarecerá mais detalhes sobre os disparos ainda não foi divulgado.

A Polícia Militar afirmou em nota que está apurando o caso e salientou que não se pode afirmar que o disparo veio dos policiais militares. Porém testemunhas afirmam que não houve trocas de tiros no local e que apenas os policiais atiraram. Familiares da vítima pretendem entrar na justiça para pedir também a apuração dos fatos.

O sentimento de revolta toma conta dos familiares, amigos e também vizinhos de Everaldo que estava na Pizzaria Paço do Pão comemorando uma gratificação que recebeu no trabalho quando foi assassinado.

Mara Rúbia a noiva de Everaldo que presenciou a cena salientou que vai contar sua versão dos fatos à polícia e classificou como injustiça a tragédia.

Outra questão que chama atenção no caso foi o tratamento que um dos policiais deu a Everaldo após ele ser atingido. Segundo Mara Rúbia o policial disse que não era para socorrer porque Everaldo poderia ser um dos assaltantes que a polícia estava procurando naquela noite.

Direitos Humanos

O Movimento de Direitos Humanos também vai se manifestar sobre o assunto e pretende acompanhar o caso.