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Em seu pronunciamento à frente da Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira, 10, o deputado Sargento Aragão (PPS) acusou o governo do Estado de superfaturamento nas cestas básicas distribuídas em diversas cidades do Tocantins.

De acordo com o deputado, cada cesta básica comprada pela gestão de Siqueira Campos (PSDB) custou ao Estado um valor total de R$ 64,12. Aragão informou que fez a mesma cesta, com os mesmos produtos e o valor caiu para R$ 59,31. “E isso é preço de varejo. Será que se eu comprasse 600 mil cestas, como o governo, este preço ainda não cairia mais?”, questionou.

O deputado ainda citou como exemplo uma determinada marca de arroz que, nas contas do governo, ficou num valor unitário de R$ 8,71. “Eu comprei a R$ 6,67”, disse.

Sargento Aragão ainda informou que pretende protocolar junto ao Ministério Público Estadual, uma ação contra o governo do Estado, no que diz respeito à diferença de valores entre as cestas básicas. “O nosso papel, temos feito; que é o de fiscalizar. Eu só não consigo entender como é que dá essa diferença”, completou.

De acordo com o deputado, a intenção não é questionar a legalidade na licitação de contratação da empresa responsável pelas cestas. “Se é ilegal o processo licitatório, eu não estou discutindo. Mas é imoral esta postura do governo”, ressaltou.

Defesa do preço

Em defesa dos valores apresentados pelo governo do Estado, o deputado Osires Damaso (DEM), frisou que a logística da empresa responsável pelas cestas-básicas acaba por encarecer o valor unitário dos alimentos. “A empresa que venceu a licitação tem uma equipe para compor a cesta. Ela tem que embalar e transportar cada uma das cestas”, informou.

Já o deputado Raimundo Palito (PP) fez coro com Damaso. De acordo com o deputado, a cesta, no Tocantins, contém produtos perecíveis que necessitam de transporte especial. “Só para se ter uma idéia, o frango, para ser transportado, precisa de um caminhão refrigerado para transportar. E isso encarece o processo”, disse.