Polí­tica

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Desde a aprovação do orçamento notava-se a divisão no bloco de oposição na Assembleia Legislativa do Tocantins com relação às convicções pessoais sobre matérias do governo. Os deputados não fazem tanta questão de votar com a bancada fechada.

O republicano Stalin Bucar que deixou o bloco de oposição no final desta semana, salientou ao Conexão Tocantins que prefere ficar independente do que pertencer a um grupo que não se posiciona de verdade como oposição. “O bloco não está fazendo oposição nenhuma”, argumentou neste sábado, 14. “Eu não podia participar de um bloco onde não sei se ele é governo ou é oposição”, disse o parlamentar.

No entanto, Bucar afirmou que não tem confirmação se alguns parlamentares de oposição estão conversando para aderir ao governo. “Acredito que é porque eles acham que ainda não é hora de acirrar os debates sobre oposição mas no meu ponto de vista está passando de hora”, salientou.

O parlamentar disse ainda que a oposição está “sem objetivo” e não está questionando o governo com relação aos problemas do Estado. “Nós somos deputados para apontar os erros para levantar as questões necessárias e alertar o governo”, afirmou.

Stalin frisou ainda que as rodovias do Estado estão acabadas e que o governador Siqueira Campos (PSDB) estaria deixando as más condições "de propósito". "Ele está fazendo isso de propósito, só pode", salientou.

Sem polêmica

O líder da bancada de oposição, Sargento Aragão (PPS) procurado para comentar o assunto se ateve á sua atuação sobre as declarações de Bucar.

Aragão disse que já entrou com seis ações na justiça questionando ações do governo, inclusive uma delas aponta indícios de superfaturamento nas cestas básicas distribuídas pelo governo do Estado através do programa “Tocantins sem Fome”. “Isso é fazer oposição”, afirmou.

O líder destacou que tais ações questionando atos do governo são de sua iniciativa individual e não da bancada.

Questionado sobre as votações em conjunto na bancada, Aragão disse que a votação da indicação de Leite Mota para conselheira no Tribunal de Contas do Estado será na verdade a oportunidade para a oposição mostrar unidade.