Polí­tica

Foto: Isis Oliveira

Durante a sessão extraordinária da tarde desta terça-feira, 31, na Assembleia Legislativa do Tocantins, foram colocados dois processos em votação que geraram reuniões internas das bancadas de deputados da AL. Um deles foi a aprovação das contas do então governador Marcelo Miranda (PMDB), no exercício de 2008, e outro que trata da prestação de contas do Tribunal de Contas do Estado, referente ao exercício de 2009.

Um pouco antes de começar a votação das matérias, o deputado Stálin Bucar (PR) fez pedido de diligência na matéria que trata das contas do TCE. Contudo, antes que fosse votado o pedido do deputado, Amélio Cayres (PR) solicitou da presidência da Casa que a sessão fosse suspensa para os deputados se reunirem na sala vip.

Após a reunião, tanto as contas de Marcelo Miranda, quanto as do TCE foram aprovadas em votação parlamentar. As contas do governo passaram por votação secreta no painel do plenário e foram aceitas por 15 dos 16 deputados presentes. Vale ressaltar que o processo das contas de Miranda tiveram parecer favorável do relator, Osires Damaso (DEM), que hoje faz oposição ao grupo do ex-governador.

Já os números do Tribunal de Contas tiveram votação aberta e foram aprovados por unanimidade, tendo apenas Bucar votado favoravelmente, mas com ressalvas, como forma de protesto.

Informações de bastidores dão conta, no entanto, de um possível acordo entre as bancadas de oposição e governo para que ambas as contas fossem aprovadas pela Assembleia, sem maiores embates. O que chamou atenção foi o comentário do deputado Stálin Bucar que, ao sair da reunião fechada dos deputados falou em alto e bom som, apontando para o plenário: “Com essa ditadura aqui, quem é que aguenta a pressão”.

Em um breve depoimento após o final da votação, Bucar confirmou que houve um acordo para que as contas fossem aprovadas. E ainda chamou de “chantagem” a conclusão da reunião interna dos deputados. “É lamentável que neste plenário nós, deputados tenhamos que nos submeter a essas chantagens. Eles (base governista) disseram que só iriam aprovar as contas do Marcelo (Miranda) se nós colocássemos as contas do TCE para ser aprovadas; caso contrário eles iriam se retirar do plenário”, acusou.

Já o deputado Osires Damaso (DEM) afirmou que o deputado do PR teria tirado conclusões erradas com a presidente do sindicato dos servidores do TCE. “O deputado Stálin buscou qualquer tipo de argumento. O deputado Stálin gosta de aparecer”, completou.