Campo

Tambaqui, caranha, piau, matrichan, pintado e pirarucu são a principais espécies de peixes criados no Tocantins, que passam por três frigoríficos e abastecem o mercado tocantinense e estados como Goiás, Rio do Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal. Toda esta produção com incentivo do Governo Estadual, por meio da sub-secretaria de Pesca e Aquicultura, com ações que vão desde a consultoria, sanidade, projetos e assistência técnica.

Segundo o diretor de aqüicultura da Seagro, Alexandre Godinho Cruz, o Governo do Tocantins vem desenvolvendo políticas de incentivo para aumentar a produção. “Temos priorizado as soluções para os principais gargalos, que são: licenciamento ambiental, apoio na realização de pesquisas, incentivos fiscais para baixar o custo de produção desonerando o setor e no processamento de pescado para garantir qualidade e segurança alimentar ao consumidor”, afirmou.

Ainda segundo Godinho, o Estado por si só já favorece a criação de peixes. “O Tocantins possui um dos melhores climas do Brasil para criação de peixes tropicais, também possui excelente topografia e insolação, além de água em qualidade e quantidade, posicionamento geográfico estratégico e boa infraestrutura”, enfatizou.

Para o empresário Sérgio Paulo Barbosa, que trabalha no processamento de pescado desde 2009, o trabalho ao lado dos quinze parceiros fixos, atende a demanda existente no frigorífico, mas para o próximo ano o número deverá chegar a 35. “Com o contingente atual, são gerados vinte empregos diretos e indiretamente (contando as famílias dos pescadores) cerca de 60”, informou.

Com a mão de obra qualificada, a produção de Barbosa chega a 3 mil quilos de pescado por dia. “Mas essa produção pode chegar a 14 toneladas por dia, por isso nossa expectativa é de muito crescimento. A piscicultura está em pleno crescimento no Tocantins. Se hoje nós tivéssemos o dobro de produção teríamos demanda, pois não damos conta de atender os pedidos”, afirma, acrescentando que “90% da produção atende o mercado interno”.

O empresário ainda falou sobre as dificuldades do setor. “Nossa principal dificuldade é o peixe clandestino, porque o frigorífico por seguir todas as exigências tem o custo elevado. A produção de peixe sem procedência denigre a imagem do peixe produzido dentro das normas e também gera uma concorrência injusta, pois no frigorífico os custos são maiores. Por isso é muito necessária que a fiscalização seja mais rígida”, considerou

Ações do Estado

“Essas ações que o Governo tem realizado, com qualificações e palestras com certeza vão fortalecer o mercado, porque vai trazer mais qualidade para a produção. Essas ações de apoio ao setor vão fazer com que a piscicultura no Tocantins dê um salto. Essa integração entre os produtores é o grande diferencial que vai alavancar a nossa produção”, afirmou Sérgio.

Consumo

Segundo a FAO – organização das Nações Unidas para agricultura e alimentação, em 2007, um brasileiro comia, em média, pouco mais de sete quilos de peixe por ano. Dois anos depois, passou para nove quilos, e ainda falta para chegar aos 12 quilos por habitante/ano, média recomendada. O crescimento do consumo se dá na medida em que cresce a produção, que entre 2007 e 2009, cresceu cerca de 60%, no Brasil.

Valor nutritivo

Segundo a nutricionista Cláudia Vasconcelos “a carne dos peixes contém, em média, 18% de proteínas ricas em aminoácidos essenciais, que não são produzidos pelo organismo. Além disso eles são excelentes fontes de sódio, potássio, magnésio, ferro, cálcio, fósforo, iodo, flúor, manganês e cobalto e vitaminas A, D e complexo B. Tudo isso sem falar no ômega três, gordura polissaturada que ajuda a diminuir os teores de colesterol no sangue e a prevenir problemas cardiovasculares, além de contribuir para a redução da pressão arterial e ter ação antiinflamatória”, destaca.

Fonte: Ascom Seagro