Polí­tica

Foto: Clayton Cristus

Em visita à Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira, 7, o ex-governador Marcelo Miranda (PMDB) comentou sobre a aprovação de suas contas referentes ao exercício tributário de 2008. De acordo com Miranda, sua presença na Casa de Leis nesta manhã era para agradecer aos deputados pela votação favorável no plenário. “Independente da cor partidária”, completou.

Na ocasião, dos 16 deputados presentes no plenário, no ato da votação, todos votaram pela aprovação das contas de Marcelo, enquanto governador do Tocantins, incluindo o relator da matéria na Casa, o deputado Osires Damaso (DEM).

O ex-governador ainda frisou que a aprovação de suas contas pela Assembleia Legislativa foi a “correção de uma injustiça”, uma vez que todas as suas contas referentes a anos anteriores – 2004, 2005, 2006 e 2007 haviam sido aprovadas sem ressalvas tanto no Tribunal de Contas do Estado, como na Assembleia.

Movimentações políticas

Mesmo afastado dos mandatos políticos, Marcelo Miranda informa que não está parado. Depois de ter uma pequena esperança de assumir o mandato de senador, por entendimento do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, Miranda viu suas chances irem por terra após a decisão ser reformada e o mandato devolvido a Vicentinho Alves (PR).

Como já havia adiantado ao Conexão Tocantins logo após a segunda decisão de Fux, o ex-governador informou que tem percorrido o Estado e se reunido com líderes regionais visando eleições futuras. Pela decisão do STF, Miranda está impedido de disputar o pleito municipal do ano que vem, mas já disse que colocará seu nome a disposição para debater os projetos e ajudar na campanha. Para 2014, quando já estará liberado para a disputa, Marcelo disse que tem pretensões de entrar na corrida eleitoral. “Para quem achava que o Marcelo Miranda iria sucumbir, se enganou. Eu sigo de cabeça erguida”, completou.

Uma das cotações que tem ganhado força nos últimos tempos, dão conta de uma possível indicação da ex-primeira-dama, Dulce Miranda para concorrer à prefeitura de Palmas já no ano que vem. Sobre o assunto, Marcelo frisou que fica feliz com a alçada do nome de sua esposa ao cargo maior do Executivo municipal, mas que ainda é cedo para se discutir uma candidatur concreta visando 2012. “Fazemos parte de um grupo político que está se fortalecendo. O PMDB tem bons nomes, mas discutir uma candidatura nesse momento não é uma coisa boa”, disse.

Sobre a unidade do grupo, ainda, Miranda frisou que ivergências internas sempre irão existir e que isso contribui para o fortalecimento do conjunto. De acordo com ele, mesmo depois do episódio da votação do nome de Leide Mota para o Tribunal de Contas, em que três deputados da oposição votaram junto com o governo, mesmo tendo uma determinação explícita par votarem contra, o grupo permanece unido. “Está todo mudo junto. Mas não t como haver unanimidade”, salientou.

Liderança do PMDB

O caso da votação do TCE ainda gerou maiores conseqüências par o grupo de oposição. Revoltada com a desobediência dos deputados, Josi Nunes (PMDB), então líder do partido na Casa deixou a liderança que até o momento ainda não foi ocupada por nenhum outro nome. O deputado Iderval Silva (PMDB) destacou que está difícil encontrar um substituto da deputada e que o grupo trabalha para convencer Josi a retornar.

A deputada, no entanto, se mostrou contrária a ideia e frisou que irá manter sua decisão de deixar a liderança do partido.