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Polí­tica

Em pronunciamento à frente da tribuna da Assembleia Legislativa na manhã desta quinta-feira, 16, o deputado Eli Borges (PMDB) criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal em autorizar, por unanimidade, o movimento conhecido como Marcha da Maconha. De acordo com o deputado, o entendimento do STF foi no sentido de valorizar a liberdade de expressão.

Contudo, Borges destacou que ao contrário do que o Supremo definiu, a marcha seria uma espécie de apologia ao uso de drogas e, por consequência, à violência. Eli informou que a entidade que busca a liberação da marcha enumerou os parâmetros para a legalização. Entre eles, estão o cultivo doméstico da planta, o porte de pequena quantidade, o uso de forma privada, uso em celebrações religiosas, além da regulamentação da venda da maconha.

Se posicionando de maneira contrária ao posicionamento do supremo, Eli frisou que, assim como o álcool, o uso da maconha, mesmo que de forma privada e doméstica, seria um incentivo para o aumento dos índices da violência. “O Supremo entende que é a liberdade de expressão. Uma marcha que defende apologia às drogas é apologia ao crime”, disse.

Contrapondo as justificas econômicas para a liberação do consumo da droga, como os impostos gerados por sua venda regulamentada, o deputado destacou que o governo iria ter que gastar ainda mais dinheiro com a saúde pública no tratamento dos doentes e dos que possivelmente sofreriam com algum tipo de violência gerada. “Vejamos o número de crimes gerados pelo consumo de álcool, o número de acidentes”, exemplificou.

Durante sua fala, o deputado ainda convocou a sociedade a reagir à determinações judiciais que, segundo ele, agridem os princípios de família e cidadania. “Eu acho que a sociedade precisa de reagir a esses 'xeretamentos' em questões tão delicadas que precisam ser valores da família no cerne da sociedade”, completou.