Economia

A pesquisa divulgada pelo CORECON-TO – Conselho Regional de Economia 25ª Região Tocantins, através do CBP - Comitê de Pesquisa e Desenvolvimento da Variação da Cesta Básica de Palmas, nesta segunda-feira, 11 de julho, constatou que nos últimos doze meses, a maioria dos produtos da cesta básica na capital do Tocantins, aumentou significativamente, sendo a banana o item que se destacou +50%, seguida pela mandioca +40%, arroz +39%, tomate e açúcar +32%, óleo +30%, café +18%, carne +16%, farinha +4% e o pão francês +1%. Quanto aos produtos que diminuíram o preço, o feijão caiu 23%, a margarina -5% e o leite -1.

De acordo com o economista pesquisador, Claudiney Leal, o custo da cesta no mês de junho de 2011, foi de R$ 187,59, em junho de 2010, R$ 165,43, nessa comparação o aumento é de 14% nos últimos 12 meses. Relacionada ao mês de maio, o aumento do custo foi de 2%.

Os valores acima referem-se ao consumo de um indivíduo adulto em um mês. Já o custo para uma família (casal e duas crianças), no mês de junho de 2011, correspondeu ao valor de R$ 562,77, consumo capaz de atender às necessidades alimentares básicas.

Segundo a pesquisa, para um trabalhador que ganha um salário mínimo adquirir uma cesta básica no mês passado, foi necessário cumprir uma jornada de trabalho de 76h e 12 min.

Salário ideal

O salário mínimo vigente no Brasil é de R$ 545,00, mas o salário mínimo ideal para atender as demandas preceituadas pela Constituição Federal, para região do Tocantins, conforme cálculo do CBP, no mês de junho de 2011 deveria ser de R$ 1.575,95, ou seja, 2,89 vezes o valor do salário mínimo atual.

De acordo com os preceitos constitucionais o salário mínimo deveria contemplar as necessidades da família, conforme seu conceito: "salário mínimo fixado em lei, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”.

A sexta pesquisa CBP do ano, realizada na última semana de junho, contabiliza uma série de 72 edições.

Fonte: Assessoria de Imprensa Corecon