Cultura

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Corredores repletos de diferentes povos. Via-se interagindo índios, quilombolas, negros, brancos, orientais; resumindo: a quase-personificação do que representa a diversidade-étnica-cultural se fez presente na abertura oficial do Seminário da Diversidade promovido pela Secretaria Estadual da Educação (Seduc) na Feira Literária Internacional do Tocantins (FLIT), na noite desta última segunda-feira, no auditório do Palácio Araguaia.

Nesta mesma ocasião, alguns notáveis da comunidade tocantinense foram homenageados com o prêmio “Mestres do Saber” entregues pelo secretário estadual da Educação, Danilo de Melo Souza, pela subsecretária da Educação Básica da Seduc, Marciane Machado Silva, e pelo diretor da Educação Indígena e Diversidade do órgão, Maximiano Bezerra.

Dentre alguns dos educadores que foram homenageados estão Iolanda Felipe de Oliveira, pela Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Prisional, Noemi da Mata de Brito Xerente, pela Educação Indígena, Vicente Ferreira Feitosa, pela Educação Ambiental, e, dentre outros, Raimunda Gomes da Silva, líder das quebradeiras de coco, que muito contibuiu na Educação no Campo e foi chamada ao palco para falar em nome dos demais colegas prestigiados pelo evento.

“Para todos nós é uma honra ter sido convidados para receber este prêmio. Isto mostra o reconhecimento de nossa luta encampada de muitos anos pela Educação no Tocantins, seja nas roças, no extrativismo, nas tribos indígenas, nas comunidades quilombolas. Ficamos felizes porque o governo tem ouvido nossa voz; assim podemos construir uma vida mais digna. A minha já está mais encurtada, mas, ainda assim, luto por uma boa Educação, pois ela é tão necessária quanto ter uma boa vida”, falou a quebradeira de coco premiada, que não pôde dividir a alegria com as companheiras educadoras Márcia Dias Costa, que muito fez pela Educação Especial de Inclusão, e Guilhermina Ribeiro (Dona Miúda), que colaborou por longos anos pela Educação nas comunidades Quilombolas, ambas homenageada in memoriam.

Emoção e celebração conjunta

Após participar de um grande festejo de integração musical sobre o palco ao lado de diversas outras pessoas de diferentes origens e idades, o secretário Danilo de Melo da falou da emoção que a FLIT, dentro da proposta da diversidade, vem alimentando nos educadores que a têm prestigiado. “É improvável realizar e participar de um evento literário-cultural deste porte, com esta riqueza de saberes, e não ficar emocionado; e este contexto emocional todo causado por este caldeirão cultural foi pensado para os educadores de todo o Brasil. O principal eixo da FLIT é o educador, a formação e o aprimoramento de cada um que ocupa esta função, pois por meio da Educação e do conhecimento que ela nos traz é que nós podemos vencer preconceitos, gerar inclusão e agregação. Como todos os auditórios estão sempre lotados durante as oficinas, palestras e no Seminário da FLIT, isto é sinal de que os que trabalham com a Educação têm correspondido, mostrando interesse em crescerem. A abertura deste tipo de espaços de diálogo é que vai aumentar nossos conhecimentos e, consequentemente, a nossa tolerância, nos tornando mais ricos como homens e livres de preconceitos, tudo a favor da diversidade”, afirmou o secretário que também recebeu a homenagem “Mestres do Saber” pela realização da FLIT e pela escolha da temática “Diversidade” e participou, ainda, da grande roda de música durante a abertura, tocando o instrumento “Chica-bum” durante a execução da música “Ijexá”, que é considerado a batida da irmandade mundial e remete às batidas do coração.

Novos desafios

Para Maximiano Bezerra, que também celebrou em conjunto a abertura do Seminário, o evento que integra a lista de atividades da Flit é uma oportunidade de se buscar diminuir os distanciamentos e, também, de iniciar a concretude de outros objetivos da Educação tocantinense. “Ver este auditório cheio de gente interessada e participativa nos enche de alegria e esperanças de que estamos no caminho certo. Nós estamos muito satisfeitos com tudo o que temos realizado dentro das educações ambiental, do campo, indígena, da inclusão, de jovens e adultos; mas, agora, além de reforçar estas ações já bem-sucedidas, vamos buscar ampliar a contemplação de nichos temáticos modernos, como os relativos às educações dos direitos humanos, de gênero, de relações éticas e raciais e sexuais”, enumerou o diretor. (Ascom/Flit)