Meio Ambiente

O uso de novas tecnologias para geração de energias limpas ganha cada vez mais espaço, no mercado das indústrias e na agropecuária tocantinense. A Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, incentiva essa prática com projetos voltados para o setor. Para tanto, o governo do Estado, por meio da Seagro, criou a Subsecretaria de Energias Limpas com intuito de desenvolver ações de incentivo a políticas públicas neste setor.

Um exemplo é a empresa Briquetes Tocantins, localizada no município de Paraíso, a 60km de Palmas, que atualmente produz “briquete (lenha ecológica), uma alternativa de fonte de energia renovável. De acordo com o proprietário da empresa, Francisco Mauro Gomes Araújo, o briquete, possui excelente propriedade calorífica, produzido a partir de resíduos agrícolas como palha de arroz, cascas de babaçu, restos de podas de árvores, entre outros. “A tecnologia é simples e os investimentos baixos, podendo em muitos casos substituir os combustíveis atualmente em uso, com vantagens operacionais, logísticas, econômicas e ambientais”, argumentou.

A empresa produz briquete suficiente para abastecer empreendimentos como o frigorífico Cooperfrigu, em Gurupi, na região Sul do Estado, além de indústrias de cerâmica e outros frigoríficos do Estado.

Segundo o coordenador de Agroenergia da Seagro, Luiz Eduardo Borges Leal, a Secretaria tem incentivado projetos como este. A tecnologia para geração de calor na queima de combustíveis deve expandir os investimentos nos próximos anos. “A Seagro criou a Subsecretaria de Energias Limpas para implantar projetos sustentáveis, principalmente, utilizando as fontes de energias mais limpas e seguras, como por exemplo, a solar e a eólica”, enfatizou.

Leal acrescenta, ainda, que a tendência nos próximos anos é aumentar a demanda do uso de energias limpas, principalmente entre os países da Europa que possuem poucas reservas naturais.

Briquetagem

A briquetagem é uma forma bastante eficiente para concentrar a energia disponível da biomassa. Um metro cúbico de briquetes contém pelo menos cinco vezes mais energia que 1,OOm3 de resíduos. Isso, levando-se em consideração a densidade a granel e o poder calorífico médio desses materiais. Devido à dimensão e às grandes distâncias internas do país, o aspecto concentração energética assume também grande importância.

(Ascom Seagro)