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Foto: Joatan Silva

Investidores interessados em instalar uma fábrica de ração para peixe e bovinos, no município de Dianópolis, região Sudeste do Tocantins, se reuniram com o secretário executivo e a subsecretária de Aquicultura e Pesca da Secretaria Estadual da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Ruiter Padua e Miyuki Hyashida, respectivamente, para pedir apoio do governo, em termos de incentivos fiscais, para o projeto. O encontro ocorreu na manhã desta terça-feira, 4 de outubro, na sala de reuniões da SIC - Secretaria Estadual da Indústria e Comércio.

Na ocasião, técnicos da SIC apresentaram as potencialidades do Tocantins, destacando a participação dos setores econômicos no PIB – Produto Interno Bruto, o crescimento das exportações, a logística, com foco na hidrovia Araguaia Tocantins e a ferrovia Norte-Sul, além de apresentar os incentivos fiscais do Governo do Estado.

O diretor de Aquicultura da Seagro, Alexandre Godinho Cruz, também fez uma explanação sobre o setor aquícola no Tocantins. A produção, a potencialidade e as áreas de criação nos municípios do Estado.

O secretário executivo, Ruiter Padua, lembrou o período em que investidores construíram dezenas de tanques para produzir peixe no Estado, segundo ele, foram fechados por falta de indústrias de ração. “Precisamos reativar essa produção e a instalação dessa fábrica de ração é muito bem-vinda para o Tocantins, pois além dos peixes, também temos oito milhões de cabeças de gado para alimentar, inclusive precisamos aumentar a produção em confinamento. Estamos à disposição para apoiar naquilo que estiver ao nosso alcance”, afirmou.

A subsecretária Miyuki Hyashida falou sobre o processo de liberação de licença para instalação do projeto de produção de pescado em tanques-redes, que está tramitando no Ministério da Pesca e Aquicultura. “O Ministério disse que precisa terminar o estudo, mas percebo que o problema maior está nas hidrelétricas, pois elas acreditam que o lago será contaminado e isso não é verdade. Estamos confiantes na breve concretização do projeto, até mesmo pela pressão da FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura, para que o Brasil aumente a sua produção para 10 milhões de toneladas até 2050”, informou reforçando que se for usado menos de 1%, dos lagos dos municípios de Peixe, Lajeado e São Salvador, a produção será de 150 mil toneladas por ano.

O gerente de negócios da Nutron Alimentos Ltda, Hiton Hiroshi Oshima, fez um relato sobre a criação da empresa, seu crescimento e suas estratégicas de investimentos. Ele também agradeceu o apoio das Secretarias e falou da parceria da empresa no projeto de instalação da fábrica de ração no Tocantins.

Já o empresário João Joca Costa Araújo disse que a proposta é instalar a fábrica de ração em Dianópolis, que terá capacidade de produzir até 4 toneladas por hora. Segundo ele, José Eduardo Barbosa dos Santos da empresa Tamborá, também é parceiro no empreendimento.(Ascom Seagro)