Polí­tica

Foto: Koró Rocha

Em entrevista ao Conexão Tocantins na manhã desta terça-feira, 4, o deputado Raimundo Moreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, frisou que a saída do deputado estadual e ex-líder de governo, Freire Júnior (PSDB) foi exclusivamente para assumir uma missão maior proposta pelo governo do Estado. Freire deixa suas funções no parlamento para assumir a recém-criada Secretaria de Assuntos Legislativos de Crédito.

De acordo com Moreira, este foi um procedimento normal, uma vez que o titular do cargo teve uma convocação do governador e aceitou compor a nova pasta. O presidente frisou, ainda que Freire foi relutante ao assumir seu novo compromisso. “Ele não queria ir. Relutou em ir. Mas aceitou pela grandiosidade da missão”, completou.

A missão de freire será trabalhar junto às instituições federais de financiamento no sentido de facilitar a aquisição de crédito para o governo do Estado. Freire, segundo Moreira, possui o perfil ideal para assumir o cargo por ter fácil trâmite junto a Ministérios, Congresso e grandes financiadoras, como Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Banco da Amazônia e a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

Atualmente, ainda segundo o presidente da Casa, o governo está com cerca de R$ 600 milhões em financiamentos federais. O governo tem na figura do secretário das Relações Instirucionais, Lívio de Carvalho, o atual representante do Executivo em Brasília. Contudo, conforme explicou Moreira, a intenção é que a gestão possua um perfil político para tratar das liberações desses orçamentos. “O Lívio está lá, mas ele é mais técnico. Nós precisávamos de um perfil mais político, com entrada nos ministérios, no congresso”, completou.

Com a saída de Freire, quem assume é o primeiro suplente do partido, o novo deputado Carlos Alberto da Costa, conhecido como Carlão da Saneatins (PSDB).

Divergências políticas

Raimundo Moreira negou que o afastamento de Freire tenha sido por motivações políticas. Neste ano, o primeiro líder do governo na Casa, apresentou duas matérias que geraram desgaste entre os parlamentares. Um que cancelou o pagamento por sessões extraordinárias e outro, ainda em tramitação, que pede o fim das votações secretas no parlamento.

Moreira rechaçou esta possibilidade e disse que os projetos de Freira são matérias que já foram aprovadas em outras Assembleias, ou já estão em vigor na Câmara Federal. “O parlamento tem que trabalhar com as mudanças. Esse não foi e nunca seria o motivo do afastamento”, concluiu.

Licença

Durante breve discurso, o presidente da Casa ainda aproveitou para informar os presentes no parlamento sobre seu afastamento para se submeter a uma cirurgia para a retirada de um tumor malígno na próstata. Moreira sairá no próximo dia 11 e não avisou a data para seu retorno. "Peço aos amigos para que, nas orações diárias, lembrem do meu nome", completou.