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Foto: Divulgação Meliponário em Araguaína - Wandro Cruz Gomes Meliponário em Araguaína - Wandro Cruz Gomes

No Brasil há em torno de 300 espécies de abelhas nativas sem ferrão, a maior parte dessas espécies está na região norte. A produção de mel no Tocantins é pequena para atender o mercado, e pensando nesta demanda experiências em meliponicultura estão sendo realizadas em várias regiões do Estado. Os produtores estão criando as abelhas sem ferrão, o que facilita o manejo sem proteção.

Wandro Cruz Gomes da Silva começou pesquisa no órgão onde trabalha, o Ruraltins, para orientar os produtores interessados na produção de mel. “Gostei tanto que passei a investir em abelhas, em uma pequena área e somente nos finais de semanas e nas folgas do trabalho. Hoje tenho 50 caixas, e a produção ainda é baixa porque estou dividindo as colmeias, formando novas caixas”, explica o técnico.

De acordo com Silva, são várias vantagem em trabalhar com as abelhas sem ferrão, pois requer pouco investimento, não precisa de materiais para coleta, ausência de perigo (sem ferrão), rápido retorno, não desmata, pode contribuir com aumento de produtividade de frutos. “A meliponicultura vem se constituindo como uma das alternativas para a geração de renda, especialmente entre as comunidades agrícolas familiares. Este mel tem mais propriedades medicinais, portanto esse mel tem mais valor agregado, atualmente o litro custa em torno de R$ 80,00”, diz.

Sobre a produção, Silva garante que as abelhas nativas são bastante produtivas, porém seus enxames são pequenos e por isso a produção de cada enxame varia entre 1 e 6 kg de mel dependendo da região e da espécie. “Aqui na região Norte do Tocantins tem cerca de 10 produtores, que criam espécies como a Tiuba (Melipona fasciculata), uruçu (melipona) e jataí (Tetragonisca angustula) e produz em média 1,5 litro. Uma produção ainda pequena para atender a demanda”, frisa.

Segundo Silva, o problema é a falta de conhecimentos, é comum que enxames sejam exterminados por medo ou para coleta de mel de forma predatória sem os devidos cuidados, outros que estão com criação no tronco, sem qualidade. “Já a maior dificuldade são as caixas, o comércio local não disponibiliza o produto, por isso o produtor tem que trazer de outro estado, ou fazer ele mesmo as caixas com orientações dos técnicos do Ruraltins”, ressalta.

Congresso

As experiências em abelhas sem ferrão no Tocantins será tema de uma Clínica Tecnológica no I Congresso de Apicultura e Meliponicultura da Amazônia, que será realizado de 20 a 22 de outubro, dentro da programação do Amazontech 2011, no Espaço Cultural. A clínica será ministrada por Wandro Cruz Gomes da Silva, nos dias 21 e 22, às 18h15, na Sala 09. (Assessoria de Imprensa Seagro)