Economia

Em outubro, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou crescimento de 0,4% em relação ao mês de setembro, alcançando 128,6 pontos, de acordo com dados da pesquisa de outubro divulgada pela Fecomércio/TO e Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O resultado mostra que a propensão de consumir dos entrevistados se manteve estável, apesar de índices como a perspectiva profissional e a renda atual terem sofrido uma queda de 2,1% e 1,5%, respectivamente.

Segundo Bruno Fernandes, da Divisão Econômica da CNC, os resultados se devem às variações nos componentes relacionados ao consumo e ao crédito, mostrando a expectativa dos consumidores em relação às compras de fim de ano. “Por outro lado, mesmo sendo ainda o principal motor de sustentação do consumo das famílias, o processo de desaceleração do emprego e da renda impactou sobre a confiança dos consumidores no mês atual. Os componentes relacionados ao mercado de trabalho apresentaram recuo, contribuindo negativamente para o resultado do ICF”, afirmou Bruno.

Alguns dos pontos positivos mostrados pela pesquisa foram que 71,6% se sentem seguros quanto a seus empregos, e apesar da queda de 1,5%, 71% ainda acham a situação da renda favorável. Já no quesito acesso a crédito, 45% afirmaram estar mais difícil a obtenção de empréstimos. Ainda assim, a previsão da Divisão Econômica da CNC é de que o volume de vendas do varejo encerre 2011 com crescimento ao redor de 6%. (Assessoria Imprensa Fecomércio)