Economia

Para ajudar o setor da construção civil a se recuperar dos altos e baixos de 2011, o Governo Federal decidiu manter a redução do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) dos materiais de construção até o final de 2012. A medida, que está no decreto 7.660/2011, publicada no Diário Oficial da União no dia 26 de dezembro, vai ajudar muita gente a realizar o sonho da reforma.

Produtos como cimentos, tintas à base de polímeros acrílicos, vernizes, argamassas, concretos não refratários, chuveiro elétrico, dobradiças, banheiras, pias, lavatórios de plástico, boxes para chuveiros, telhas em aço galvanizado, ladrilhos, entre outros produtos, continuam com IPI zero.

Já disjuntores terão IPI de 10%, os indutos utilizados em pintura de 2%, e os aditivos preparados para cimentos, argamassas ou concretos e outras guarnições, ferragens e artigos semelhantes para construções, 5%.

Na avaliação da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção do Tocantins (Acomac-TO) a medida garante fôlego para manter o aquecimento do setor e para dar sequência ao programa Minha Casa, Minha Vida.

"A possibilidade do retorno do IPI poderia mexer com o valor dos produtos ao consumidor final e isso iria provocar uma queda nas vendas", disse o presidente da Acomac – TO, Ivan Ricardo Naves Inácio. A publicação do decreto de prorrogação do IPI reduzido era aguardada pelo setor desde agosto, quando houve o lançamento do Plano Brasil Maior.

Em nota oficial, o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz, apoiou a medida. "Desde o início do ano (de 2011) o setor de material de construção não vinha tendo o desempenho esperado. Tivemos que rever as nossas expectativas de crescimento em função deste desempenho aquém do previsto", declarou.