Meio Ambiente

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Por meio de visitas de campo e análise de solos numa área aproximada de 40 mil hectares, pesquisadores da Universidade de Brasília (UNB) e do Instituto de Conservação Ambiental The Nature Conservancy do Brasil (TNC), juntamente com técnicos da Saneatins – Companhia de Saneamento do Tocantins e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento Ambiental Sustentável iniciaram a primeira etapa do Projeto Taquaruçu, que é o diagnóstico ambiental da bacia dos córregos Taquaruçu e Taquaruçu Grande, no distrito de mesmo nome, em Palmas.

O projeto Taquaruçu é desenvolvido pela Saneatins, em parceria com um grupo técnico multidisciplinar composto pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Ambiental Sustentável (Semades), pela Prefeitura de Palmas, contando com o apoio científico da Fundação Grupo Boticário, TNC, Agência Nacional da Água (ANA), Agência Tocantinense de Saneamento (ATS) e associações de chacareiros do entorno daqueles dois córregos.

Os objetivos do projeto são restaurar e conservar a bacia hidrográfica garantindo, entre outros, o serviço ambiental de fornecimento de água para abastecimento humano. Também conhecido como “produtor de água”, após o início do projeto os proprietários receberão pagamento financeiro por preservar os mananciais responsáveis pelo abastecimento de grande parte da capital.

De acordo com o pesquisador e representante da TNC, Albano Araújo, durante o diagnóstico, diversos mapas estão sendo elaborados a fim de se identificar as características fisográficas da região e também as áreas que deverão ser conservadas e reflorestadas para se adequar ao projeto. “A partir desta etapa poderemos calcular quanto cada produtor vai receber e quais as ações que ele precisa tomar para fazer parte do projeto”, argumentou. Ainda de acordo com o pesquisador, atualmente no Brasil existem 16 projetos semelhantes ao que está sendo realizado no distrito de Taquaruçu.

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O projeto tem o objetivo de promover o manejo sustentável da sub-bacia do ribeirão Taquaruçu Grande, em conjunto com proprietários rurais com práticas de conservação e recuperação ambiental. O diagnóstico ambiental está orçado em aproximadamente R$ 1 milhão e permitirá elaborar um plano de revitalização da bacia, principal manancial de captação de água da capital. A primeira fase do projeto consiste na elaboração de mapas temáticos, monitoramento e análise da quantidade e qualidade das águas, para definir as diretrizes para o projeto de recuperação, sob a responsabilidade da TNC, que possui experiência para desenvolver esta atividade.

Também é objetivo do projeto o pagamento dos serviços ambientais (ativos ambientais) para as comunidades locais participantes.