Economia

Apesar de economia brasileira ter crescido apenas 2,7% no ano passado, a pesquisa do Índice de Confiança do Empresário do Comércio – ICEC, realizada pela CNC e Fecomércio Tocantins, mostra que para março os empresários estão mais confiantes, tanto com as condições atuais do comércio, quanto com os rumos da economia brasileira. Em relação a janeiro desse ano, houve um aumento de 2,3%, pontuando 134,6, contra os 131,6 medidos anteriormente.

O levantamento de dados destacou que 66,4% afirmam que as condições atuais da economia melhoraram de alguma maneira. Para 65,2% o setor em que estão inseridos está melhor e tende a permanecer dessa forma. Já 73,4% apontam que a condição de suas empresas está melhor que em relação ao mesmo período do mês passado, com uma variação positiva de 3,2%.

No que se refere à expectativa econômica, 88,6% concordam que será para melhor. Esse índice é acompanhado por 89,9% de empresários que acreditam no crescimento do comércio local e 67,3% dos entrevistados também apostam que o desempenho de suas empresas será muito melhor no próximo mês. Os comerciantes também pensam em investir mais (74,4%) e contratar mais funcionários (80,0%), o que é uma boa notícia para o mercado de trabalho.

O presidente da Fecomércio, Hugo de Carvalho, avalia que esse resultado é reflexo de um conjunto de fatores, dentre eles maior estabilidade no emprego e maior disponibilidade de crédito. “Apesar de estarmos passando por uma crise que assola um grande número de países, como empresários temos conseguido contornar, com bastante criatividade, esses problemas. E a pesquisa retrata esse otimismo dos empresários em “fazer acontecer””, comenta o presidente.

Carvalho lembra ainda, que o resultado do Produto Interno Bruto - PIB do Brasil ocorreu graças ao consumo dos brasileiros. “A baixa taxa de desemprego e o aumento da renda impulsionaram o consumo famílias, que cresceu 4,1% em 2011. Mesmo em ritmo moderado, a demanda desse grupo voltou a aumentar nos últimos três meses do ano (1,1% ante o terceiro trimestre), e é por isso que o comerciante deve estar atento para aproveitar as oportunidades de negócios e ter lucro”, afirma Carvalho.

Metodologia

A pesquisa consistiu em verificar junto a um grupo de mais de 120 empresários as expectativas para o setor econômico referente ao mês subsequente. A metodologia adotada partiu de um conjunto de perguntas qualitativas referentes à economia, ao setor do comércio e às empresas. Tais perguntas qualitativas foram transformadas em um indicador numérico, variando de 0 a 200 pontos, o qual antecipa os resultados das Vendas do Comércio Varejista.

O índice 100 demarca um limite entre a avaliação de insatisfação e de satisfação dos empresários do comércio: abaixo de 100 pontos diz respeito à situação de pessimismo enquanto acima de 100 encontra-se a situação de otimismo. O comerciante tocantinense demonstrou estar confiante no crescimento do setor em março, o que se pode perceber nos 134,6 pontos alcançados.

A pesquisa do Índice de Confiança do Empresário do Comércio tem como objetivo produzir um indicador inédito com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a percepção que os empresários do comércio têm sobre o nível atual e futuro de propensão a investir em curto e médio prazo.

Em outras palavras, é um indicador antecedente de vendas do comércio, a partir do ponto de vista dos empresários comerciais e não por uso de modelos econométricos, tornando-o uma ferramenta poderosa para o varejo, fabricantes, consultorias e instituições financeiras. (Ascom Fecomércio)