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Ao deixar o comando da Secretaria Estadual de Planejamento e Modernização da Gestão Pública para se instalar no Palácio Araguaia à frente da pasta das relações Institucionais, recém criada pelo governo, o ex-senador Eduardo Siqueira Campos nega que uma de suas atribuições seja fazer o papel político do governo.

“É importante não confundir o que é governo e ações institucionais com natureza política”, afirmou Eduardo em entrevista ao Conexão Tocantins sobre o assunto nesta sexta-feira, 9. Eduardo frisou que tratar das questões políticas e possíveis composições para o pleito municipal de outubro é tarefa para os dirigentes partidários. “Isso é inteiramente de responsabilidade dos partidos”, completou.

Sua meta à frente da nova pasta, conta Eduardo, é melhorar o relacionamento com o Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, Assembleia Legislativa e outras instituições do Estado e federais. “Minha missão é extrair a melhor relação possível com estes órgãos sem prejuízo das necessárias independências, disse.

Na posse de Eduardo estavam presentes os deputados oposicionistas Sargento Aragão (PPS), José Augusto Pugliese (PMDB), Manoel Queiroz e Eduardo do Dertins, ambos do PPS. Na avaliação de Eduardo a presença dos parlamentares mostra que o governo quer uma relação respeitosa com a Casa de Leis.

Sobre a nova pasta que assumiu, Eduardo afirmou veemente que vai separar o que é público das questões políticas. “Posso buscar estabilidade administrativa sem necessariamente tratar de política. Na administração pública não cabe calendário eleitoral”, reafirmou.

Muitos aliados do governo nos municípios esperam um papel mais político de Eduardo na adminstração, mas o secretário salientou que não receberá comitivas e caravanas para assuntos de interesses eleitorais. “Quero o governo longe das eleições”, disse.

Questionado como o governo vai dar suporte aos pré-candidatos e definir os apoios para o pleito deste ano, o secretário frisou que a gestão não se envolverá nas questões eleitorais. Na oportunidade, Eduardo lembrou ainda quando existia a secretaria de governo nas gestões anteriores e criticou a gerências de questões políticas custeadas com o dinheiro público.