Cultura

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A exposição "Ritxoko: Arte e Cosmo pelas mãos da mulher Iny”, aberta no dia 19 de abril no saguão de entrada do auditório do Palácio Araguaia, continua chamando a atenção do público da capital e do interior do Estado. A exposição é uma homenagem do Governo do Tocantins à mulher indígena de todas as nações e foca a arte das mulheres Karajá que tiveram as bonecas Ritxoko reconhecidas este ano como Patrimônio Cultural do Brasil.

A exposição está sendo realizada em parceria com o Sebrae-TO - Serviço Brasileiro de Apoio à Pequenas e Médias Empresas e tem a curadoria do coordenador de artes visuais e artista plástico Antônio Neto, com orientação da coordenadora de cultura indígena Narubia Werreia Iny, e permanece aberta ao público em horário comercial até o dia 4 de maio. Depois disso percorrerá o interior do Tocantins. Escolas interessadas poderão programar visitas pelo telefone 3212-4083.

Para a secretária estadual de Cultura do Tocantins, Kátia Rocha, a exposição tem como objetivo promover o acesso das bonecas e da cultura Karajá para toda a sociedade. "A boneca Ritxoko é o primeiro artefato indígena reconhecido como patrimônio imaterial nacional", ressaltou a secretária. A exposição conta com 150 peças de cerâmica produzidas por mulheres das aldeias Hawaló, JK e Wrebia, e é dividida em três temas principais, com bonecas de Estilo Tradicional, Moderno e Seres Místicos e Cosmológicos. A riqueza e a diversidade cultural da exposição vem ganhando atenção crescente de público.

Público crescente

O público que visita a exposição das bonecas Karajá vem crescendo a cada dia. A mostra está atraindo pessoas de várias regiões do Estado, que passam pelo Palácio Araguaia, e da própria Capital, como é o caso de um grupo de cinco estudantes do curso de Secretariado, do Sesc, que na tarde desta terça-feira, 24, visitou a exposição. Salgiane Diniz, de 17 anos, disse que achou bonita a exposição e ficou intrigada com as cores e desenhos das bonecas. Ela também ficou surpresa com uma das histórias contadas por um banner que compõe a mostra. O banner que surpreendeu a jovem conta a história de uma mulher Karajá que ajudou uma onça a dar a luz e que por isso ganhou um filhote pra criar.

"É uma oportunidade de saber mais sobre os indígenas", disse outra estudante do grupo, Paloma Leite, de 16 anos. Ela também destacou o fato das bonecas serem utilizadas pelas mulheres para passar as tradições e culturas às crianças. (Secom)