Polí­tica

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Após o encerramento da sessão da manhã desta terça-feira, 8, na Assembleia Legislativa do Tocantins, o deputado Stálin Bucar (PR) informou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ligações entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e políticos do Tocantins, incluindo o governador Siqueira Campos (PSDB) acabou sendo abandonada após reunião entre a bancada de oposição.

De acordo com o deputado, o presidente da Casa, Raimundo Moreira (PSDB) confirmou aos oposicionistas que, mesmo que conseguissem as oito assinaturas para a instalação da CPI, o pedido seria derrubado em votação no plenário. Um dispositivo do Regimento Interno da AL determina que um pedido de formação de CPI precisa passar pela apreciação do Parlamento, mesmo com o número mínimo de um terço dos deputados. “Nós precisamos modificar este dispositivo, senão não conseguiremos emplacar uma CPI nunca”, criticou.

A meta, depois da desistência da instalação da Comissão no Tocantins, é recolher a documentação necessária para a investigação e encaminhar para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), já formada no Congresso Nacional. “É a única alternativa. O presidente deixou claro para a gente que se fôssemos adiante, ele derrubaria no plenário”, argumentou.

Mesmo sem emplacar a CPI do Cachoeira na Assembleia do Tocantins, Stálin confirmou que o pedido já havia conseguido angariar as oito assinaturas necessárias. De acordo com o deputado, a comissão já tinha as assinaturas dele, de Solange Duailibe (PT), Eli Borges (PMDB), Wanderlei Barbosa (PSB) e José Augusto Pugliese (PMDB). Além disso, os deputados Sargento Aragão (PPS), Josi Nunes (PMDB) e Luana Ribeiro (PR), mesmo não comparecendo à reunião, já deixaram claro que assinariam a proposta.