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Depois de divulgação no site Congresso em Foco na manhã desta quinta-feira, 17, dando conta e uma possível contratação, pelo contraventor Carlos Cachoeira, de uma garota de programa para o então secretário de Planejamento do Estado, Eduardo Siqueira Campos, repercutiu na Assembleia Legislativa.

Para o deputado oposicionista Eli Borges (PMDB), o fato “envergonha o Tocantins”. O peemedebista, no entanto isentou o que considerou “verdadeiros cidadãos” do Estado. “Quero deixar claro que esta declaração envergonha o Tocantins e não os verdadeiros tocantinenses”, completou.

Nas gravações feitas pela Polícia Federal durante a operação Monte Carlo o contraventor ainda afirma que o “agrado” foi necessário para aquele “que realmente governa” o Tocantins. Para Eli Borges a afirmativa remete a realidade no Estado. O deputado criticou a postura do atual governo. “É uma declaração que prova a incapacidade do governador Siqueira Campos em governar o Tocantins”, frisou.

Mais água pela cachoeira

Desde que foi deflagrada a operação Monte Carlo, diversas denúncias envolvendo políticos do Tocantins tem sido divulgadas em mídia nacional e regional. Nomes do governador Siqueira Campos (PSDB) e dos ex-governadores Marcelo Miranda e Carlos Gaguim, ambos do PMDB, foram citados nas gravações da Polícia Federal.

Para Eli Borges, no entanto, muita coisa ainda pode vir à tona no decorrer das investigações da Operação Monte Carlo. “Eu acredito que, pelos indícios, muita cachoeira ainda vai ser revelada”, ironizou. O deputado ainda defendeu que caso seja provado, todos os envolvidos nas denúncias devem ser punidos “não importa de que lado estejam”, disse.