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Um modo científico e respeitoso de produzir alimentos saudáveis e assegurar a integridade do meio ambiente está sendo discutido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com produtores familiares de todo o Estado, interessado em produzir alimentos orgânicos.

Segundo a coordenadora da comissão de produção orgânica da Superintendência Federal da Agricultura (SFA) no Tocantins, Patrícia Cardoso, o objetivo do Mapa é formar multiplicadores. “Estamos precisando de técnicos e produtores que possam compreender como funciona o processo de produção orgânica. Para isso, estamos buscando a regulamentação de organizações de controle social voltadas para o produtor familiar, para que ele tenha um certificado, que é baseado em um plano de manejo orgânico, avaliado pelo Ministério. Este plano de conversão de sistema convencional para orgânico pode levar de seis meses a dois anos, dependendo da propriedade e da forma de manejo”, explicou.

Ainda segundo Patrícia, os benefícios do certificado vão além das linhas de crédito que atendem a esta demanda e da independência que o produtor pode ter ao deixar de depender de fatores externos, tendo tudo que precisa dentro de sua propriedade, até aos valores agregados aos produtos, devido aos benefícios que eles podem trazer à saúde humana. “Os produtos orgânicos têm sabor acentuado e são mais saudáveis por serem livres de inseticidas ou qualquer outro químico que pode agredir o organismo”, destacou.

Apesar de ser produtor de um ramo diferente, Marcino Pereira Lima, que produz flores tropicais em Palmas, afirma que a mudança na forma de plantio é muito benéfica. “Deixamos de usar fogo, adubos químicos e passamos a utilizar técnicas que nos dão um ganho fundamental na produção, o social, pela preservação ambiental que fazemos, e corremos menos risco de adoecer por manejar os produtos químicos”, enfatizou.

Segundo a engenheira agrônoma do Ruraltins Geane de Sousa, o Governo do Estado sempre faz orientação para a prática de produção sem adubos químicos, como inseticidas e pesticidas. “Orientamos para o uso de adubos naturais à base de esterco e de resíduos animais e vegetais. Para isso informamos como manejar e preparar este adubo e como combater as pragas com defensivos naturais feitos com extratos de plantas ou urina de vaca”, explicou. (Secom)