Cultura

Foto: Divulgação

Uma poética pautada em situações do cotidiano dos repentistas, este é o assunto em Fela da Gaita, um espetáculo, que ficará em cartaz no Teatro Sesc Palmas nos dias 15, 16 e 17 de junho. A obra é referenciada na arte do romanceiro popular do Nordeste brasileiro e traz para o palco as histórias que são comumente retratadas nos cordeis, no teatro de mamulengo, nos repentes, nas cantorias, criadas pelo poeta cantador, pelo coquista, pelo aboiador, pelo glosador, pelo cordelista, pelo mamulengueiro e outros.

Fela da Gaita é um espetáculo da Lamira Cia de Dança e venceu o Edital Cultural do Banco da Amazônia (2012) e alcançou a primeira colocação estadual no Prêmio Arnaud Rodrigues (2011).

A diretora geral do espetáculo, Carolina Galgane, explica que “a proposta é fazer uma releitura que relaciona o universo do romanceiro popular, com o universo urbano e globalizado da atualidade. Nosso intuito é produzir uma nova experiência estética para o nosso público”.

A Lamira Cia de Dança utiliza no processo de montagem de Fela da Gaita pesquisas sobre a commedia dell'arte, o uso de máscaras na construção de personagens e a movimentação articular existente na manipulação de títeres (marionetes).

Lamira Cia de Dança

A Lamira é instrumento de pesquisa e propagação artística que busca se expressar através da sua companhia de dança, sempre partindo da interação entre coreógrafos, pesquisadores e as mais diversas áreas artísticas. Um dos principais interesses da Companhia é estabelecer um diálogo entre a região Norte e demais regiões do Brasil, fortalecendo o intercâmbio brasileiro, sem perder sua proposta de comunicação com o resto do mundo.

A companhia também tem como pretensão fomentar, fortalecer e desenvolver a dança, enquanto linguagem artística, investindo em produções de espetáculos, pesquisas coreográficas, palestras, formação de plateia, democratização do acesso à dança e formação de profissionais cênicos, primeiramente na região a qual está inserida (Palmas – TO) e simultaneamente nas várias fronteiras globais.

Glossario de Téo Azevedo para o repentismo no Brasil:

Repentista: todo aquele que faz os versos improvisados na hora, rimados e metrificados, terminando com a formação das estrofes;

Poeta cantador: repentista que improvisa ao som da viola. Trabalha com a rima correta;

Coquista ou embolador: repentista que trabalha tradicionalmente ao som do pandeiro ou do ganzá.Trabalha mais com a rima do som.

Aboiador: repentista que trabalha ao som do aboio. Não usa instrumento algum e nos intervalos dos versos dá aboios com as vogais;

Glosador: repentista que improvisa sem cantar;

Cordelista: é o poeta que escreve histórias rimadas e metrificadas, mas não canta de improviso. O repentista pode ser também cordelista.

Ficha técnica

Coordenação Geral - Carolina Galgane.

Concepção, Direção e Coreografia – João Vicente.

Cenografia – Renato Moura.

Cenotécnica – Renato Moura e Vivian de Oliveira.

Iluminação – Lúcio de Miranda.

Figurino – Patrícia Fregonesi.

Fotografia – Ciranda Visual.

Músicas – Lindalva e Terezinha; Os Nonatos; Mossinha de Passira e Valdir Teles; Galego Aboiador; Bem-Te-Vi e Estrela da Poesia; Zé Cardoso e Waldir Teles; Dona Militana; Dedé Laurentino e Fenelor; Antônio Nóbrega.

Causo – adaptação de “Matuto Incrementado”, deAmazan.

Preparação Teatral e Maquiagem – Jhon Weiner.

Preparação Física – Eva Nery.

Elenco – Carolina Galgane, Jhon Weiner, Josely Rocha, João Vicente e Renata Oliveira. (Ascom do evento)