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Representando o governador Siqueira Campos (PSDB), o secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Divaldo Rezende, assinou nesta sexta, 22, no estande de Angola na Rio+20, no Parque dos Atletas, um acordo de cooperação com o governo angolano, representado pela ministra do Meio Ambiente, Maria de Fátima Jardim. Estiveram presentes ao evento o vice-presidente de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos e a ministra de Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento Territorial, Assunção Cristas, além de várias autoridades angolanas.

A ministra angolana classificou o acordo com o Tocantins como uma grande oportunidade para seu país estabelecer mecanismos para o desenvolvimento sustentável. “Nosso país está numa fase de crescimento muito grande e precisamos nos preparar para que possamos alcançar o desenvolvimento com sustentabilidade”, frisou.

De acordo com o secretário Divaldo Rezende, num primeiro momento o Tocantins repassará a Angola conhecimentos de estratégias sustentáveis relativas a créditos ambientais, créditos de biodiversidade e também intercâmbio de estudantes. Ele lembra que o Estado já está implantando estas estratégias e ressalta que será uma grande oportunidade para estudantes do Tocantins e Angola. “Consideramos o intercâmbio entre os estudantes fundamental para a formação de bons profissionais, tanto do ponto de vista cultural, como científico”, avaliou.

Divaldo Rezende destaca que Angola terá ao seu alcance conceitos que foram criados no Tocantins e já são utilizados em diversos países. “Angola será o primeiro país a usar esta metodologia do carbono social na África”, disse. Ele ressaltou também que é de extrema importância para o Tocantins estabelecer este tipo de acordo com diversos países, já que além do intercâmbio científico, abrem-se portas para o intercâmbio cultural.

Entenda

Segundo Divaldo Rezende, a metodologia do carbono social avalia o desenvolvimento sustentável no médio e no longo prazo, ajudando os gestores públicos a estabelecerem metas, objetivos e ações. “Ela mostra como se mudam os recursos para um meio de vida sustentável e o que é mais importante ainda é o reconhecimento do Tocantins a partir dos seus pesquisadores, dos seus cientistas e das suas ONGs”, finalizou.