Polí­tica

Foto: Clayton Cristus

Durante a reunião das comissões no Plenarinho da Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira, 3, a distribuição de matérias de autoria do governo do Estado gerou um pequeno debate entre os parlamentares. Após a apresentação de uma matéria que trata do currículo das escolas estaduais, o deputado Stálin Bucar (PR) reclamou que não teve acesso ao projeto antes da data da votação.

De acordo com o deputado, o governador Siqueira Campos (PSDB) encaminha projetos e os deputados colocam em votação antes mesmo que o parlamento tenha acesso ao teor das matérias. “A gente já discutiu isso diversas vezes que deveríamos ter um tempo para analisar. Este não é o mérito mais sério para votarmos projetos nesta casa. A gente precisa analisar, verificar as desvantagens, as desavenças. É de praxe do governo do Estado encadminhar os projetos de última hora para as votações”, explicou.

Na ocasião, a deputada Josi Nunes (PMDB) também reclamou da pressa em analisar as matérias e destacou que também não recebeu o projeto para analisar. “Eu acabei de receber a matéria e nem tive tempo de ler”, disse. A deputada, na ocasião, pediu vistas de praticamente todos os projetos do governo.

Também deu entrada na sala das Comissões nesta terça-feira, o projeto de autoria do governo que cria a Companhia Imobiliária do Tocantins, chamada Terrapalmas. Na ocasião, o projeto também teve pedido de vistas feito pelo deputado Sargento Aragão (PPS) e foi visto com desconfiança pelo deputado Eli Borges (PMDB).

Borges avaliou inicialmente o projeto como semelhante ao Projeto Orla, implantado em 2004 e que loteou terrenos à margem do lago, em Palmas. “Eu tenho um trauma do Orla. Foi uma criação da Assembleia Legislativa que na prática não funcionou. Enriqueceu dezena de pessoas com o critério da municipalidade. Eu me interesso também em averiguar. Espero que não seja uma edição ampliada do Orla por que senão será uma aplicação do projeto no Estado todo”, explicou.