Campo

Foto: Joatan Silva

O Tocantins ocupa a primeira colocação na região Norte em terras agrossilvipastoris, onde 33% de seu território são voltados para a produção agrícola, pecuária e silvicultura, segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O Estado também é líder na produção de grãos, sobretudo de soja, arroz, milho e feijão. Já nos dados do IDS - Indicadores de Desenvolvimento Sustentável – de 2012, divulgados pelo Instituto em junho, o Tocantins ocupa o terceiro lugar no uso de fertilizantes da região Norte, sendo 120 quilos por hectare, perdendo somente para Roraima (150 kg/ha) e Amapá (140 kg/ha). No volume de uso de agrotóxico, o Estado também está em terceiro lugar, com 2,2 kg/ha, ficando atrás de AP e RR, com 2,8 kg/ha.

Segundo o secretário executivo da Seagro – Secretaria Estadual da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Ruiter Pádua, os dados demonstram que a agricultura tocantinense tem se desenvolvido de forma sustentável, utilizando o uso de defensivos e fertilizantes racionalmente, em condições e quantidades que promovam uma produtividade satisfatória. “Isso prova que os produtores estão atendendo principalmente, os índices técnicos recomendados pelos engenheiros agrônomos, mediante a interpretação das análises de solo”, frisa Padua.

Para o engenheiro agrônomo e coordenador de Desenvolvimento Vegetal da Seagro, José Américo Vasconcelos, é possível reduzir ainda mais o uso de fertilizantes e agrotóxicos, desde que seja feito um programa de monitoramento de pragas e doenças nas diversas culturas. “Outro fator que contribui para a redução é o plantio com culturas antagônicas a diversas pragas e doenças, e também um plantio sustentável com todas as etapas de pré-plantio, plantio e colheita sendo atendidas, respeitando a sustentabilidade”, explica.

Produção Integrada

Vasconcelos ressalta que a melhor prática agropecuária para reduzir o volume, tanto de fertilizantes quanto de agrotóxicos, é a produção integrada. Mas que diversas ações, também viabilizam a racionalização dos defensivos, entre elas: o uso de culturas antagônicas a pragas e doenças consorciadas nas culturas principais; monitoramento de pragas e doenças para fazer a aplicação de defensivos somente no momento ideal; rotação de cultura; uso de materiais resistentes. “Além do uso adequado de defensivos atendendo orientação do engenheiro agrônomo. O ideal é a redução, na produção integrada de frutas, por exemplo, conseguimos redução significativa no uso de defensivos, entre herbicidas, fungicidas e inseticidas, na ordem de 35%”, pontua.

Já para diminuir o volume de fertilizantes utilizados na lavoura, o coordenador diz que o adubo verde é uma excelente opção, já que são plantas que deixam o solo mais fértil, porque têm raízes profundas o suficiente para absorver nutrientes que outras culturas, como arroz, feijão e milho, por exemplo, não conseguem. “O produtor pode cultivar o chamado adubo verde, as plantas mais usadas são as leguminosas, como o feijão guandu, amendoim forrageiro, milheto, sorgo, entre outros, pois fazem um bom trabalho de reestruturação do solo, prevenindo erosões e favorecendo a fertilidade”, completa.

IDS - Brasil 2012

A construção de IDS - Indicadores de Desenvolvimento Sustentável no Brasil integra-se ao conjunto de esforços internacionais para concretização das ideias e princípios formulados na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, no que diz respeito à relação entre meio ambiente, sociedade, desenvolvimento e informações para a tomada de decisões. (Ascom Seagro)