Polí­tica

O candidato a vice-prefeito de Palmas, Sargento Aragão (PPS), se posicionou sobre a concentração de agências bancárias na região central da cidade e em áreas não habitadas como na avenida Teotônio Segurado, enquanto em áreas com alta densidade demográfica na área sul ocorre a falta. “É inadmissível que o trabalhador tenha que se deslocar do bairro onde mora, percorrer longas distâncias para utilizar um simples serviço bancário que poderia ser resolvido com a instalação de um caixa eletrônico. Isso é reflexo do abandono do poder público que não faz uma gestão para atrair os bancos para as regiões mais populosas da capital”, disparou.  

Essa também é a situação dos moradores do distrito de Buritirana, onde os moradores têm que se deslocarem aproximadamente 35 km até Taquaruçu para utilizarem o único caixa eletrônico existente no distrito. Outra opção é percorrer 70 km para ter acesso a uma agência bancária. “Isso causa muito transtorno para essas pessoas”, pontuou Aragão.

O problema é destaque entre as reclamações recebidas por Sargento Aragão e pelo candidato a prefeito, Carlos Amastha (PP), durante reuniões e caminhadas. De acordo com o vice, sem os bancos os pequenos centros comerciais não se desenvolvem, pois a população tem que ir até o centro receber e aproveitam para fazer compras no local. “Precisamos de uma política de atração dessas empresas para os bairros mais afastados e isso estará inserido em nosso plano de governo”, destaca Aragão. E completa: “Desta forma os comércios locais desses bairros serão mais valorizados”.

Maria José da Silva, moradora há mais de 10 anos do Jardim Aureny III, maior bairro da cidade, está indignada com essa realidade. “Para utilizar qualquer serviço bancário tenho que sair da minha casa e percorrer uma grande distância. Aqui não temos nenhuma agência ou caixa eletrônico. Vivemos em um mundo de abandono”, reclamou.