Editorial

Finalizado o escrutínio neste último domingo, em Palmas, foi bom ver o povo – nativos ou palmenses por opção -  tomar em suas mãos as rédeas do destino da capital, elegendo um estrangeiro naturalizado brasileiro para prefeito. Prova total de cosmopolitismo, em oposição à meia dúzia de “líderes” políticos que mantem pensamentos de gente provinciana e subdesenvolvida intelectualmente. Gente que infelizmente, durante a campanha, enveredou pelas vias do descabido preconceito xenofóbico.

Citando o saudoso antropólogo Darci Ribeiro, o Brasil será a “nova Roma”, e, aqui completamos o vaticínio do grande intelectual, afirmando que Palmas é prova disto.

Somos um povo em formação com forte característica universalista decorrente de nossa rica formação multiétnica e cultural com gentes vindas de todas as partes, assim como na antiga Roma.

O Tocantins mais que todos os estados do País faz parte deste contexto por sua rica formação com indígenas, quilombolas e migrantes de várias partes do Brasil e do mundo.

O Brasil acolheu, acolhe, e sempre acolherá a tod@s. Não cabe neste pedaço de chão o discurso nacionalista com vertente xenofóbica.

O resultado das urnas em Palmas, neste último domingo, não é apenas uma resposta à má gestão do governo estadual e aos políticos de velhos métodos que tanto condenamos. É uma demonstração clara da sabedoria e desta maneira de pensar da maioria do povo desta terra que contribui com sua ciência para a formação de um novo paradigma de sociedade. Paradigma que Darci Ribeiro tão bem vaticinou.

Os palmenses e tocantinenses anseiam mais do que nunca pela modernidade. Que venha este novo tempo.